Alexandre Butenas

Ensaio Opcional Aula 1 (02/03) :

Na década de 1970, foi introduzido por Whittaker um modelo de filogenia que subdividia os seres vivos em cinco reinos principais, Monera, Protista, Plantae, Fungi e Animalia, sendo que o mesmo foi aceito como sendo o modelo que melhor traçava as relações filogenéticas das espécies durante muito tempo (inclusive nos dias atuais muitos ainda utilizam esse modelo, por mais que já tenha sido considerado ultrapassado). Esse modelo, porém, traçava essas relações de maneira errônea, uma vez que considerava o reino Monera como "menos evoluído" em relação aos demais, ao mesmo tempo que considerava os reinos Plantae, Fungi e Animalia como sendo mais evoluídos, e também classificava os organismos conforme considerava mais pertinente, nesse caso, pela forma como cada um deles obtém seus nutrientes. Com a introdução de técnicas de análise molecular, que permitiam sequenciar o material genético, foi possível comparar, inicialmente a partir dos ribossomos dos organismos e posteriormente por meio de outras moléculas, os materiais genéticos dos diferentes seres vivos e, a partir disso, estabelecer uma nova filogenia, dessa vez com a subdivisão em três domínios (Bacteria, Archaea e Eukarya), que acabou sendo aceita, substituindo o modelo dos cinco reinos.

Comentário por Mirian

Seu parágrafo abordou o tema que se propôs a tratar no início, apesar de o fechamento não ter retomado totalmente a ideia inicial, o que muito se deve à abrangência do tema escolhido. Os períodos estão um tanto quanto longos, poderiam ter sido quebrados em frases menores. Algumas das ideias são muito assertivas, não deixando margem a discussão, como é o caso da frase "Esse modelo, porém, traçava essas relações de maneira errônea".

Ensaio Aula 2 (09/03) :

Diferenças nas sequências genéticas dos organismos são causadas principalmente por mutações. São essas mutações que, aliadas a diversos fatores, podem levar à formação de novas espécies. Uma mutação, originada em um único indivíduo de uma população, pode ou não causar alteração no gene na qual está contida, gerando um novo alelo. Esse alelo pode ou não se fixar na população, dependendo da variação de sua frequência ao longo do tempo. O processo de fixação desse alelo pode se dar de maneira totalmente aleatória, ou pode ser favorecido por fatores distintos. No caso de fixação ao acaso, a frequência alélica varia sem que haja influência de qualquer fator seletivo, até que um dos alelos seja fixado ou eliminado da população. No caso de seleção, os alelos considerados vantajosos acabam tendo sua frequência aumentada, enquanto que os alelos menos vantajosos tendem a ter sua frequência reduzida. O constante fluxo gênico nas populações, juntamente com a influência de fatores ambientais, podem contribuir para que ocorra a especiação. Esse processo, por sua vez, acaba resultando no aumento da biodiversidade.

Comentário por João Oliveira

O texto inicia com frases curtas e concisas, mas no final, se perde um pouco com frases um pouco longas e um pouco confusas, cuidado com períodos longos. O principal problema, no entanto, é com a frase título. Quando li a frase, esperava que o texto fosse focar em mutações, como tipos de mutação ou como ocorrem. O corpo do texto, no entanto, trata muita mais de genética populacional do que de mutações, como é insinuado na frase título.

Ensaio Aula 3 (16/03):

A espécie Dictyostelium discoideum apresenta um ciclo de vida peculiar. Trata-se de uma espécie de organismo pertencente à grande linhagem dos amebozoários, uma das linhagens do domínio Eukarya. Até certa parte de seu ciclo de vida, os indivíduos de uma mesma população habitam o meio em vida livre. Normalmente, essa população é clonal, ou seja, todos os indivíduos são idênticos e originados de um ancestral em comum. Próximo ao seu período reprodutivo, porém, os indivíduos se agregam, formando um organismo multicelular. A estrutura formada por essa agregação, o corpo de frutificação, será a responsável pela maturação e propagação dos esporos. Os indivíduos, antes de vida livre, agora se agregam, cada qual desempenhando uma função nessa estrutura. As funções variam, sendo basicamente divididas em porções somáticas e reprodutivas. As células somáticas desempenham um papel essencialmente estrutural, e eventualmente serão sacrificadas, para que as células reprodutivas consigam amadurecer. As células reprodutivas, por sua vez, sofrerão maturação, eventualmente se tornando esporos. Esses esporos serão liberados no meio, se propagando para novos locais, onde novas colônias serão estabelecidas.

Comentário de Plinio
Tecnicamente não vi muitas falhas no seu texto, algumas pontuações excessivas, mas nada muito estrutural. Entretanto, apesar do parágrafo informativo sobre a espécie citada, não percebi uma conclusão muito solida. Você termina seu texto de uma maneira abrupta, sem uma afirmação conclusiva sobre o assunto, fazendo o leitor se perguntar porque ele leu aquilo no fim das contas.

Ensaio Aula 5 (20/04):

Acredita-se que as mitocôndrias existentes nos eucariontes tenham surgido por meio de endossimbiose. Nesse processo, um organismo, provavelmente uma arquéia ou bactéria, englobou uma outra bactéria aeróbica, e esta última passou a fazer parte do metabolismo do hospedeiro. Provavelmente, esse processo de endossimbiose se deu pela necessidade de organismos anaeróbicos de conseguir incorporar o oxigênio no seu metabolismo, que a princípio era tóxico para eles. Com o aumento da concentração dessa molécula na atmosfera do planeta de maneira tão intensa, muitos organismos acabaram sendo extintos por não estarem adaptados a essa mudança. Uma maneira que alguns organismos encontraram foi a endossimbiose com organismos aeróbicos, que permitiu a esses organismos utilizar o oxigênio de meio, que antes era prejudicial, a seu favor. Essa mudança permitiu uma irradiação de novos organismos no planeta, marcando uma importante etapa na história evolutiva.

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