Amanda Chiaramonte

Ensaio 1 - 19/02

A classificação dos 5 reinos, apesar de juntar alguns grupos de forma correta, se utilizava de níveis de organização, favorecendo noções de superioridade de alguns reinos, que até hoje estão de certa forma na mente da maioria das pessoas. Com a possibilidade de se testar a veracidade das proposições anteriores, através de RNA ribossômico, houveram descobertas que modificaram diversas posições nas árvores anteriores. Baldauf veio com uma ideia mais abrangente da noção de Reinos, não os pensando como apenas 5, e, explicitando a diversidade biológica, além de parecer tentar não favorecer sistematicamente nenhum dos grupos. É importante ressaltar que, analisando as classificações mais atuais, é possível notar que a diversidade é algo que não está naqueles reinos considerados os superiores na classificação de Whittaker.

Correção e Comentário:

A classificação dos 5 reinos, apesar de juntar alguns grupos de forma correta, se utilizava de níveis de organização, favorecendo noções de superioridade de alguns reinos, que até hoje estão de certa forma na mente da maioria das pessoas. Com a possibilidade de se testar a veracidade das proposições anteriores, através de RNA ribossômico, houveram descobertas que modificaram diversas posições nas árvores anteriores. Baldauf veio com uma ideia mais abrangente da noção de Reinos, não os pensando como apenas 5, e, explicitando a diversidade biológica, além de parecer tentar não favorecer sistematicamente nenhum dos grupos. {O período ficou confuso, dada a complexidade da idéia abordada. Talvez o emprego de frases mais objetivas torne o ponto de vista do autor mais claro} É importante ressaltar que, analisando as classificações mais atuais, é possível notar que a diversidade é algo que não está naqueles reinos considerados os superiores na classificação de Whittaker.

O texto apresenta boa escrita, mas a utilização de períodos no parágrafo torna a compreensão do texto um pouco confusa. Um melhor entendimento do conceito pode ser obtido com o uso parcimonioso de períodos e a utilização de frases mais curtas e objetivas. A explicação de alguns conceitos abordados no parágrafo (ex: "níveis de organização") deixaria o texto mais claro.

-Corrigido por Edgar Blois Crispino

Ensaio 2 - 04/03

A reconstrução histórica de uma árvore filogenética apresenta componentes únicos como: uma raiz, estados de caráter, nós e os terminais. Como esses elementos são utilizados é algo pessoal seu autor, e forma como a árvore é enraizada determina as relações de parentesco entre os terminais. A procura pela melhor árvore possível é algo extremamente complexo, sendo que inicialmente para obtê-la de forma mais rápida e com menor número de possibilidades, é necessário tomar certas regras que otimizariam esse processo (heurística). Tomando como base essas regras e tendo em mão as probabilidades, usa-se alguns tipos de processos que selecionam a melhor árvore. A parcimônia é uma das formas de realizar esse processo, que leva em conta o menor número de eventos para que um fenômeno aconteça. Há também a possibilidade de criação de matrizes de semelhanças e diferenças, que forma um diagrama de relações, um esboço não temporal de uma árvore; Maximum Likelihood, que já assume a realidade para achar a melhor árvore e toma a melhor possibilidade no mundo das probabilidades; entre outros modelos.

Correção e Comentário:

A reconstrução histórica de uma árvore filogenética apresenta componentes únicos como: uma raiz, estados de caráter, nós e os terminais. Como esses elementos são utilizados é algo pessoal seu autor, e forma como a árvore é enraizada determina as relações de parentesco entre os terminais. A procura pela melhor árvore possível é algo extremamente complexo, sendo que inicialmente para obtê-la de forma mais rápida e com menor número de possibilidades, é necessário tomar certas regras que otimizariam esse processo (heurística). Tomando como base essas regras e tendo em mão as probabilidades, usa-se alguns tipos de processos que selecionam a melhor árvore. A parcimônia é uma das formas de realizar esse processo, que leva em conta o menor número de eventos para que um fenômeno aconteça. Há também a possibilidade de criação de matrizes de semelhanças e diferenças, que forma um diagrama de relações, um esboço não temporal de uma árvore; Maximum Likelihood, que já assume a realidade para achar a melhor árvore e toma a melhor possibilidade no mundo das probabilidades; entre outros modelos.

A frase sublinhada está confusa, ficaria melhor assim: "A utilização desses elementos depende do autor da árvore filogenética. A forma como a árvore é enraizada determina as relações de parentesco entre os terminais."
A frase em vermelho contém muitos períodos que poderiam ser evitados, pois confundem um pouco o entendimento rápido do texto. A palavra em itálico ficou meio solta no parágrafo, poderia ter sido inserida melhor no contexto.
O ponto e vírgula utilizado (em negrito) poderia ser evitado, era mais adequado usar um ponto final e depois comentar sobre o Maximum Likelihood em uma frase seguinte. Já o ponto e vírgula em azul poderia ser uma vírgula somente.

-Corrigido por Stephanie Arcos

Ensaio 3 - 11/03

Os 5 grupos - Amebozoa, Archeaplastida, Chromoalveaolados, Escavados e Opistokontes – são extremamente diversos. Em Amebozoa, há pelo menos três tipos: as peladas, as tecadas e as multicelulares. Dentro desses tipos, há uma muita diversidade morfológica, garantindo um enorme número de espécies comprovadas molecularmente. Os Opistocontes, grupo que compreende os Animais, apresenta grande diversidade em organismos ditos “pequenos”, como os Choanoflagelados e os fungos, não são tão lembrados como os mamíferos, mas “enormes” em diversidade. Em Escavata, que é definido por um sulco ventral e dois flagelos, não segue esse padrão na realidade. Sua diversidade morfológica é complexa e bastante diversa. Temos nesse grupo parasitas especializados e adaptados aos seus hospedeiros e ao ambiente. Archeaplastida compreende organismos bastante antigos, como por exemplo as algas vermelhas e verdes e plantas terrestres. Os Chromoalveolados são uma conjunção de grupos de organismos flagelados, sendo os mais conhecidos os haptofitos, foraminíferos, radiolários, oomycetos, diatomáceas, algas pardas, dinoflagelados, ciliados, entre muitos outros.

Correção e Comentário:

Os 5 grupos - Amebozoa, Archeaplastida, Chromoalveaolados, Escavados e Opistokontes – são extremamente diversos. (Frase título bacana) Em Amebozoa, há pelo menos três tipos: as peladas, as tecadas e as multicelulares. Dentro desses tipos, (virgula inexistente) há uma muita diversidade morfológica, garantindo um enorme número de espécies comprovadas molecularmente. (Frase densa. Eu separaria em frases diretas) Os Opistocontes, grupo que compreende os Animais, apresenta grande diversidade em organismos ditos “pequenos”, como os Choanoflagelados e os fungos, não são tão lembrados como os mamíferos, mas “enormes” em diversidade. (Frase densa e comprida – 3 verbos e muitas vírgulas. Causou confusão de ideias) Em Escavata, que é definido por um sulco ventral e dois flagelos, não segue esse padrão na realidade. Sua diversidade morfológica é complexa e bastante diversa. Temos nesse grupo parasitas especializados e adaptados aos seus hospedeiros e ao ambiente (E não são todos assim?). Archeaplastida compreende organismos bastante antigos, como por exemplo as algas vermelhas e verdes e plantas terrestres. Os Chromoalveolados são uma conjunção de grupos de organismos flagelados, sendo os mais conhecidos os haptofitos, foraminíferos, radiolários, oomycetos, diatomáceas, algas pardas, dinoflagelados, ciliados, entre muitos outros.

- Corrigido por: Gabriel Antonini

Ensaio 4 - 18/03

Os dinoflagelados são organismos bastante diversos e que apresentam peculiaridades no que se refere ao seu núcleo. Essa estrutura, que está dentro da organização celular chamada dinocarion, apresenta: cromossomo condensado permanentemente, ausência de histonas, a membrana nuclear é presente mesmo durante a meiose, DNA abundante para um organismo unicelular, núcleo e nucléolos bastante definidos e parcela do DNA não codificante. Olhando essas características nota-se que algumas atendem a células eucarióticas e outras a células procarióticas. Sendo assim, o encaixe desses organismos na filogenia é algo em discussão. Uns o consideram como grupo irmão dos eucariontes, outros como algo entre eucariontes e procariontes e, mais recentemente, se diz que são de fato organismos eucariontes e que apresentam características próprias como o dinocarion. Essas problemáticas no encaixe de organismos em grupos não são únicas, isso ocorre em Apicomplexa e Ciliados, que também apresentam peculiaridades em seus núcleos.

Correção da prova

Primeiro parágrafo da introdução:
'A classificação biológica dos seres vivos ocorre há muito tempo. Uma das mais antigas conhecidas é a de Aristóteles, que dividiu os seres vivos de acordo com sua mobilidade, sendo os Animais móveis e as Plantas imóveis. No século XVIII, Linnaeus classificou os organismos em três Reinos, o das Plantas, o dos Animais e o dos Minerais. Já no século XIX, com o advento do microscópio, Haeckel classificou Plantas, Animais e Protistas como os Reinos existentes. Até então, os critérios de classificação utilizados por estes cientistas eram comparações morfológicas e como os organismos se nutriam. Esses critérios também foram usados por Whittaker na criação da famosa “Classificação dos cinco Reinos”, em 1969. Ele utilizou-se também da ideia de Darwin de que a evolução dos seres vivos partiria de um ancestral comum. Whittaker traçou então uma analogia com uma árvore, sendo a raiz o ancestral comum e sua copa as diversas linhagens subsequentes. Esta classificação, apesar de desatualizada, apresenta um panorama bastante lógico e compreensível. Ainda hoje é uma das mais aceitas e utilizadas com fim didático para o ensino da “árvore da vida”.'

Correção e Comentários

O parágrafo está bem escrito, claro e direto, contendo também as referências sobre os respectivos pensadores e suas hipóteses. Introduz bem a temática e o assunto a ser discutido no ensaio. Apenas a última frase não possuí um embasamento em dados, mas o que em si não é um problema, pois o assunto (e seus respectivos dados e citações) podem ser abordados nos parágrafos seguintes.

- Correção por Edgar Blois Crispino

Ensaio 5 - 15/04

Endossimbiose é um processo o qual ainda hoje há grande discussão sobre sua origem. Primeiramente não se sabia se este era um processo real, apenas havendo bases morfológicas presentes visíveis nas células. As indagações filosóficas e as observações de Margulis levantaram hipóteses plausíveis acerca deste tema. Ela propôs que as organelas mitocôndria e cloroplasto teriam surgido após a ocorrência da endossimbiose entre uma célula arqueia e uma bactéria. Haveria um problema sobre a replicação desses organismos, uma vez que não existiria certeza de que o organismo se dividiria de forma a passar o material genético de ambos organismos de forma igualitária. Portanto, Margulis propôs que a divisão mitótica teria ocorrido após a endossimbiose de uma célula que teria microtúbulos em sua estrutura. Esses microtúbulos, então, teriam desenvolvido uma maquinaria de divisão mitótica no conjunto “arquea-bactéria”, além de promover o surgimento de estruturas como citoesqueleto e flagelo. Simbiontes geralmente agregam uma serie de componentes para seu hospedeiro, como o DNA. Sendo assim, seria possível traçar um histórico do surgimento dessas ligações. Entretanto, não é possível provar essa teoria, uma vez que não há evidências genéticas da existência dessa célula “citoesqueletal”, o que gera ainda mais debate acerca da endossimbiose.

Correção e Comentários

Endossimbiose é um processo no qual ainda hoje há (eu colocaria "existe" ao invés de "há") grande discussão sobre sua origem. Primeiramente, não se sabia sabia-se se este era um processo real por apenas havendo haver bases morfológicas presentes visíveis nas células. As indagações filosóficas e as observações de Margulis (eu colocaria o ano e o nome dela igual citado no artigo, como Lynn Margulis ou Sagan, 1966) levantaram hipóteses plausíveis acerca deste tema. Ela propôs que as organelas mitocôndria e cloroplasto teriam surgido após a ocorrência da endossimbiose entre uma célula arqueia e uma bactéria. Haveria um problema sobre na replicação desses organismos, uma vez que não existiria certeza de que o organismo se dividiria de forma a passar o material genético de ambos organismos de forma igualitária. Portanto, Margulis propôs que a divisão mitótica teria ocorrido após a endossimbiose de uma célula que teria microtúbulos em sua estrutura. Esses microtúbulos, então, teriam desenvolvido uma maquinaria de divisão mitótica no conjunto “arquea-bactéria”, além de promover o surgimento de estruturas como citoesqueleto e flagelo. Simbiontes geralmente agregam uma série de componentes para seu hospedeiro, como o DNA (essa frase ficou esquisita, eu escreveria: Simbiontes geralmente agregam uma série de informações redundantes dos componentes do seu hospedeiro, como por exemplo sequências de DNA repetidas). Sendo assim, seria possível traçar um histórico do surgimento dessas ligações. Entretanto, não é possível provar essa teoria, uma vez que não há evidências genéticas da existência dessa célula “citoesqueletal”, o que gera ainda mais debate acerca da endossimbiose.

Comentário: Consegui entender o que você quis passar, mas suspeito que somente quem entende mais do assunto entenderia, porque falta algumas informações, como por exemplo sobre a Margulis e qual o artigo que ela escreveu sobre isso. Pessoas que nunca ouviram falar dela não vão ter a menor ideia do que ela elaborou como teoria.

Corrigido por Stephanie Arcos

Ensaio 6 - 29/04

O registro fóssil é uma das chaves para a compreensão do surgimento dos organismos Eucariontes na Terra. Se trata de uma marca daquilo que já existiu e de quando aquilo existiu. Apesar de sua extrema importância, é algo incompleto, uma vez que a Terra está em constante mutação. A preservação de fósseis é bastante comprometida por processos geológicos que alteram a química e a física dos solos, e consequentemente a estrutura do fóssil. Os fósseis de eucariontes foram reconhecidos graças a sua maior complexidade de forma e a pela sua membrana celular. Além disso, esses organismos eram os primeiros a produzirem esteróis, o que fez com que após análise de matérias de escavações foi possível datar o eucarionte mais antigo como tendo aparecido a 2,7 bilhões de anos atrás. No que se trata das filogenias, há aspectos que devem ser levados em consideração, como os “steam groups” e os “crown groups”. O primeiro significa grupos irmãos que foram extintos e o segundo significa grupos que sofreram derivações e que ainda existem. Essas denominações ajudam a organizar a classificação dos organismos, possibilitando calibrar as relações e as divergências filogenéticas.

Corrigido por Gabriella Hsia

O registro fóssil é uma das chaves para a compreensão do surgimento dos organismos Eucariontes na Terra. Se trata de uma marca daquilo que já existiu e de quando aquilo existiu. Apesar de sua extrema importância, é algo incompleto, uma vez que a Terra está em constante mutação. (Na minha opinião, não sei se mutação seria a palavra certa, eu colocaria mudança) A preservação de fósseis é bastante comprometida por processos geológicos que alteram a química e a física dos solos, e consequentemente a estrutura do fóssil. Os fósseis de eucariontes foram reconhecidos graças a sua maior complexidade de forma e a pela sua membrana celular. (Acho que seria interessante explorar quais seriam essas características - qual complexidade de forma? como a membrana celular garante esse reconhecimento? - que diferem os eucariontes de outros organismos) Além disso, esses organismos eram foram os primeiros a produzirem esteróis, o que fez com que possibilitou, após análise de matérias de escavações, foi possível datar a datação do eucarionte mais antigo como tendo aparecido a 2,7 bilhões de anos atrás. No que se trata das filogenias, há aspectos que devem ser levados em consideração, como os “steam groups” e os “crown groups”. O primeiro significa grupos irmãos que foram extintos e o segundo significa grupos que sofreram derivações e que ainda existem. (Na minha opinião, a abordagem dos steam groups e crown groups foi meio súbita) Essas denominações ajudam a organizar a classificação dos organismos, possibilitando calibrar as relações e as divergências filogenéticas. (Na minha opinião, faltou retomar a frase-título)

Comentários gerais
Eu achei o seu ensaio muito bem escrito, a frase-título ficou muito boa e você explicou vários pontos/conceitos importantes e relevantes ao assunto abordado. Deixei marcado no ensaio algumas sugestões em alguns trechos, mas como um todo, ele está muito bom e de fácil compreensão. :)

Ensaio 7 - 06/05

Qual seria a raiz dos Eucariontes? Há muito tempo essa pergunta vem martelando na mente dos cientistas e somente recentemente ela pôde ser respondida. O enraizamento de árvores filogenéticas é geralmente realizado post-hoc, ou seja, ocorre após a formação de um raciocínio sobre o por que a raiz estar ali. O problema aparece quando o ancestral conhecido dos grupos surgiu a 2 bilhões de anos atrás! Como nos certificamos que não houve divergência genética e as evidências de parentesco são concretas? Foi necessário então encontrar semelhanças mais recentes entre Eukarya e o grupo mais próximo a ele, os Archea. A semelhança encontrada foi a endossimbiose. A chave foi procurar o DNA mitocondrial, uma vez que a endossimbiose garante que quando o genoma archeo-bacteriano foi endocitado ele é presente na célula eucarionte, sendo esse um forte sinal filogenético para o parentesco desses grupos. Posteriormente, com intuito de limitar ainda mais a busca, os cientistas focaram na função desses genes na mitocôndria, e encontraram resultados semelhantes para esse problema. Após comparações e entendimento dos grupos presentes nos eucariontes, estudiosos chegaram no consenso que um dos grupos mais controversos filogeneticamente seria a “raiz” da questão, os Escavatas. Este grupo apresentava grande divergência no que diz respeito às relações de parentesco e os dados moleculares dos organismos que ele compreende. O enraizamento ajuda a responder os problemas dos Escavata nesse quesito e finalmente tenta ajustar seu lugar de uma forma menos bagunçada.

Coments de Gabriel Freitas

Qual seria a raiz dos Eucariontes? Há muito tempo essa pergunta vem martelando na mente dos cientistas e somente recentemente ela pôde ser respondida. O enraizamento de árvores filogenéticas é geralmente realizado post-hoc, ou seja, ocorre após a formação de um raciocínio sobre o por que a raiz estar ali. (ficou meio confuso… A raiz normalmente é estabelecida a posteriori num grafo já feito a través do estabelecimento de um ou mais grupo(s) externos… Não sei se foi o que vc quis dizer.) O problema aparece quando o ancestral conhecido dos grupos surgiu a 2 bilhões de anos atrás! Como nos certificamos que não houve divergência genética e as evidências de parentesco são concretas? Foi necessário então encontrar semelhanças mais recentes entre Eukarya e o grupo mais próximo a ele, os Archea. (pelo o que eu entendi da aula, o problema estaria que Archeae não Eukarya e Eukarya divergiram a muito tempo e que havia muito ruído nas análises. Então os caras tiveram que pegar outra coisa de grupo externo, no caso alfaproteobacterias) A semelhança encontrada foi a endossimbiose (Archeaea não eukarya não tem endossimbiose, eu acho) . A chave foi procurar o DNA mitocondrial, uma vez que a endossimbiose garante que quando o genoma archeo-bacteriano (é só bacteriano. O grupo de bactérias que pertence a mitocondria é alfaproteobacteria) foi endocitado ele é presente na célula eucarionte, sendo esse um forte sinal filogenético para o parentesco desses grupos (A endossimbiose não garante que terá sinal filogenético. Ela precisa ser hereditária e o endossimbiose tem que ficar "preso" à célula tbm) . Posteriormente, com intuito de limitar ainda mais a busca, os cientistas focaram na função desses genes na mitocôndria, e encontraram resultados semelhantes para esse problema. Após comparações e entendimento dos grupos presentes nos eucariontes, estudiosos chegaram no consenso que um dos grupos mais controversos filogeneticamente seria a “raiz” da questão, os Escavatas. Este grupo apresentava grande divergência no que diz respeito às relações de parentesco e os dados moleculares dos organismos que ele compreende (não sei o que é divergência em relação à relação d eparentesco xD). O enraizamento ajuda a responder os problemas dos Escavata nesse quesito e finalmente tenta ajustar seu lugar de uma forma menos bagunçada. (acho que o termo "bagunçada" não cabe muito bem… é meio impreciso e não diz sobre a situação anterior de escavata(não saberem se era mono ou polifilético e ficar "pulando" nas árvores))

** Comentário geral: Ideia boa! O texto responde a pergunta que propõem, o que é muito bom! Acho só que alguns conceitos estavam nebulosos na hora de escrever e por isso acabou ficando meio confuso.
P.S. S2 pro trocadilho

Ensaio 7 - 13/05

As relações dos grupos presentes em Archeaplastida são extensamente debatidas, principalmente no que se refere aos Glaucophyta. Então, o tema do meu ensaio provavelmente será as dificuldades de posicionamento dos Glaucophyta no grupo Archeaplastida com enfoque na sua morfologia. Buscaria encontrar estudos recentes que mostrem as características morfológicas de Glaucophyta que colocam ele nas posições debatidas e quais seriam os posicionamentos na filogenia mais aceitos. Pretendo fazer dois parágrafos introdutórios sobre o grupo Archeaplastida e sobre os Glaucophyta. Nos três parágrafos de discussão, entraria no tema dos caracteres morfológicos que geram confusão na classificação dos Glaucophyta, quais os posicionamentos que eles já tiveram e o por que disso. Para a conclusão eu faria um ou dois parágrafos sobre possíveis conclusões ou não sobre a classificação.

Ensaio 8 - 20/05

No parágrafo introdutório abordarei Archeaplastida como um todo, ou seja, aspectos que caracterizam esse clado. Ao decorrer do parágrafo, retratarei alguns conflitos na organização de archeaplastida como um grupo monofilético. Há bastantes referências que abordam archeaplastida como monofiletico no que se refere a estudos gênomicos do núcleo dos seus grupos. Entretanto, estudos realizados com enfoque em caracteres multigênicos levam a crer que talvez isso não seja verdade. Vou abordar alguns desses estudos de forma resumida. Para introduzir o grupo Glaucophyta, usarei do argumento que por ser um grupo pouco estudado como um todo, ele pode guardar interessantes segredos sobre a história de Archeaplastida. Como base para formular esse argumento, usei este artigo:
JACKSON C., CLAYDEN S., REYES-PRIETO A. (2015) The Glaucophyta: the blue-green plants in a nutshell Acta Soc Bot Pol 84(2):149–165.
Consegui encontrar alguns papers que tratam Glaucophyta como grupo e alguns sobre a sua importância para classificar Archeaplastida. Eles serão adicionados na versão final.

Ensaio 9 - 03/06

Neste ensaio tratarei de como vou estruturar meu texto. No ensaio 8 já falei como estrutararei a introdução. No primeiro parágrafo da discussão discutirei a afirmação que introduzi na introdução, sobre a importância dos estudos com Glaucophyta para se compreender a monofilia de Archeaplastida. Nos segundo parágrafo de discussão irei tratar as principais características morfólógicas de Glaucophyta, citando algumas que são ponte entre as cianobactérias e células eucarióticas. É importante também relembrar o evento endossimbiótico que proporcionou essa ponte, portanto tratarei desse evento brevemente. No terceiro parágrafo pretendo correlacionar algumas determinações genéticas (Jackson, 2014) que ajudam a entender a filogenia proposta em Glaucophyta e que o encaixam em Archeaplastida. Na conclusão do meu texto pretendo unir todas as informações que busquei e que coloquei no texto na tentativa de encontrar algum esclarecimento sobre a filogenia de Archeaplastida e sua monofilia. Creio que não conseguirei concluir algo concerto, mas tentarei fazer um resumo de todas as evidências que estudos apontam, baseando-se tanto na morfologia quanto em estudos genéticos. Minha intenção com este texto é tentar trazer algumas noções sobre a importância do grupo Glaucophyta. Há bastantes informações nesses organismos, as quais vou expor na discussão, e que elas deveriam ser estudadas mais profundamente.
CHRISTOPHER J. JACKSON AND ADRIAN REYES-PRIETO (2014) TheMitochondrial Genomes of the Glaucophytes Gloeochaete wittrockiana and Cyanoptyche gloeocystis: Multilocus Phylogenetics Suggests a Monophyletic Archaeplastida. Genome Biol. Evol. 6(10):2774–2785.

Ensaio 10 - 10/06

Intro: Contextualizar Archeaplastida quanto a suas características. Mostrar problemas de classificação do grupo como monofilético. Evidências pró e contra monofilia de Archeaplastida. Glaucophyta como possível resolvedor dessa questão.
Discussão: O porque de estudar Glaucophya. Caracteres morfológicos de Glaycophyta. Caracteres ancestrais de Glaucophyta. O evento de endossimbiose eucariótica. Caracteres de resolução. Estudos moleculares, sua importância e o que eles apontam. O que Glaucophyta ajuda a resolver.
Conclusão: O que Glaucophyta trouxe de informação. Como utilizar a informação que temos sobre esse grupo. O que consegui concluir de tudo isso.

Ensaio 11 - 17/06

Neste último ensaio pré-prova resolvi apenas deixar um parágrafo geral do que pretendo discorrer em minha prova. Sei que o que foi proposto era um preview da prova, entretanto encontrei MUITA bibliografia interessante mas não tive tempo de terminar de ler tudo. Para fazer algo bem feito precisarei de mais uma semana. Desculpe professor e colegas!


Archeaplastida pode ser considerado um dos grupos mais inovadores evolutivamente. Na realidade trata-se de um supergrupo, que compreende organismos como plantas terrestres e algas verdes (formando o grupo das plantas verdes), as algas vermelhas, e os glaucófitas. Uma das novidades evolutivas mais marcantes foi a capacidade de realizar fotossíntese, adquirida após um ou vários evento(s) de endossimbiose primária entre uma célula eucarionte e uma cianobactéria (Cavalier-Smith, 1982). Outras características que definem este grupo são a ausência de plastídio secundariamente perdido em alguns grupos, normalmente a parede celular ser de celulose, cristas mitocondriais planas e amido ser a reserva celular (Adl et al., 2005). Apesar de haver características bastante descritivas neste grupo, ainda há muita controvérsia sobre de sua sistemática. Há bastantes referências que abordam Archeaplastida como um grupo monofilético no que se refere a estudos gênomicos do núcleo dos seus grupos e de seus plastídeos (Rodríguez-Ezpeleta et al., 2005). Entretanto, estudos realizados com enfoque em caracteres multigênicos levam a crer que talvez isso não seja verdade (Kim & Graham, 2008). Este este impasse na monofilia de Archeaplastida pode ser resolvido, e um dos responsáveis por isso é o irmão renegado deste supergrupo: os Glaucophyta. É o único organismo que conservou características de seu ancestral, a bactéria. As características mais proeminentes são a presença de peptídioglicano entre as membranas do seu plastídio (Price et al., 2012) e presença de estruturas parecidas com carboxisomos, relacionados com mecanismos de concentração de carbono no estroma (Jackson and Reyes-Prieto, 2014) . Apesar de estes organismos serem de enorme importância na investigação da evolução dos eucariotos fotossintetizantes, ainda há limitação nos estudos com esses organismos. Vamos entender um pouco melhor o porquê disso?

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