Claudia Costa

Olá :)

Ensaios

Dia 1 (19/02)

A aceitação dos modelos de classificação biológica pode ser influenciada por diferentes fatores. Tanto as ferramentas de coleta e análise de dados, quanto o conhecimento disponível em um determinado período da história podem influenciar nos critérios e interpretações dos resultados obtidos. Um bom exemplo disso é aumento da capacidade em sequenciar e analisar dados moleculares. Esse avanço levou a um aumentou do poder de comparação entre os organismos. Em uma outra etapa, o conhecimento científico deve ser traduzido, entendido e assimilado pelo publico geral. O acesso à informação, as ideias, conhecimentos e valores de cada um podem facilitar ou dificultar esse processo, como por exemplo a crença em ideias religiosas. Um outro fator é a complexidade da biologia e a consequente necessidade de uma visão integradora para se entender os processos biológicos. Essas características podem levar o público a aceitar algo que seja mais concreto (ou próximo de seu dia a dia), do que informações mais teóricas ou técnicas. Por exemplo, pode ser mais fácil entender e aceitar a comparação entre características físicas de organismos que são visíveis a olho nu, do que entre componentes microscópicos destes mesmos organismos. Além disso, essa deficiência pode ter consequências negativas não só para o desenvolvimento da ciência, mas também para a sociedade como um todo. Não entender que o florestamento está associado ao aparecimento de pragas ou aumento do número de organismos patogênicos em uma determinada área, por exemplo, pode levar ao aparecimento de epidemias. Assim, a aceitação de modelos de classificação não está associada somente ao desenvolvimento do conhecimento teórico em si, mas também a fatores culturais, educacionais, metodológicos e tecnológicos. Todos esses fatores devem ser considerados de forma integrada ao se tentar entender o porque um modelo é mais aceito do que o outro.

A aceitação dos modelos de classificação biológica pode ser influenciada por diferentes fatores. Tanto as ferramentas de coleta e análise de dados, quanto o conhecimento disponível em um determinado período da história podem influenciar nos critérios e interpretações dos resultados obtidos. Um bom exemplo disso é aumento da capacidade em sequenciar e analisar dados moleculares. Esse avanço levou a um aumento do poder de comparação entre os organismos. Em uma outra etapa, o conhecimento científico deve ser traduzido, entendido e assimilado pelo publico geral. O acesso à informação, as ideias, conhecimentos e valores de cada um podem facilitar ou dificultar esse processo, como por exemplo a crença em ideias religiosas. Um outro fator é a complexidade da biologia e a consequente necessidade de uma visão integradora para se entender os processos biológicos. Essas características podem levar o público a aceitar algo que seja mais concreto (ou próximo de seu dia a dia), do que informações mais teóricas ou técnicas. Por exemplo, pode ser mais fácil entender e aceitar a comparação entre características físicas de organismos que são visíveis a olho nu, do que entre componentes microscópicos destes mesmos organismos. Além disso, essa deficiência pode ter consequências negativas não só para o desenvolvimento da ciência, mas também para a sociedade como um todo. Não entender que o florestamento está associado ao aparecimento de pragas ou aumento do número de organismos patogênicos em uma determinada área, por exemplo, pode levar ao aparecimento de epidemias. Assim, a aceitação de modelos de classificação não está associada somente ao desenvolvimento do conhecimento teórico em si, mas também a fatores culturais, educacionais, metodológicos e tecnológicos. Todos esses fatores devem ser considerados de forma integrada ao se tentar entender o porque um modelo é mais aceito do que o outro.

Comentários: Achei muito boa a estrutura do seu texto, porque você evitou usar os períodos longos que geram confusão. O único momento em que me perdi na leitura foi em "Um outro fator é a complexidade da biologia e a consequente necessidade de uma visão integradora". Demorei um pouco para perceber que você estava falando dos fatores da primeira frase, pois na segunda frase achei que você estivesse elencando todos os pontos que você explicaria no resto do parágrafo. No geral você fez isso, mas acho que nessa parte da "complexidade da biologia" você foi além. Sugiro incluir esse ponto na sua segunda frase, onde você já cita outros fatores. Embora você falasse de pontos de visão geral, você não abusou nem do "ethos" nem do "pathos" no seu texto. Acho que é isso! :)
Em AZUL, corrigi aumentou para aumento.

Dia 2 (04/03)

A filogenia forense é uma das aplicações dos estudos filogenéticos. O objetivo da filogenia é a reconstrução da história das relações de parentesco entre os seres vivos. A filogenia forense aproveita-se dessa característica e dos padrões de mutação e evolução dos vírus para auxiliar na elucidação de casos clínicos e jurídicos. Dessa forma, ela pode ser usada tanto na identificação de transmissão intencional de doenças virais, quanto no uso de micro-organismos como armas biológicas. Por exemplo, em 1994, nos EUA, dados filogenéticos foram utilizados para solucionar um caso de transmissão de HIV intencional. O mesmo ocorreu em 2007, na Espanha, para auxiliar na elucidação de um caso de transmissão intencional por hepatite C em um hospital. No entanto, para evitar falsas interpretações é necessário conhecer como resultados filogenéticos são obtidos e interpretados. Esses dados são gerados a partir de modelos, premissas e uma amostra. Muitas vezes, mais de um resultado possível é obtido ou, em outras, é possível acessar apenas a probabilidade daquele resultado estar correto. Sendo assim, tais informações não podem ser consideradas provas absolutas de um crime, mas sim como uma ferramenta para auxiliar nas evidências.

Comentado por Davi Jardim (11/03)

A filogenia forense é uma das aplicações dos estudos filogenéticos. O objetivo da filogenia é a reconstrução da história das relações de parentesco entre os seres vivos. A filogenia forense aproveita-se (essa palavra da a entender que essa técnica é um artifício para chegar a um resultado desejado) dessa característica e dos padrões de mutação e evolução dos vírus para auxiliar na elucidação de casos clínicos e jurídicos ("A filogenia forense utiliza estudos filogenéticos sobre a evolução de vírus para auxiliar na elucidação de casos clínicos e jurídicos", acredito que essa frase está menos subjetiva). Dessa forma, ela pode ser usada tanto na identificação de transmissão intencional de doenças virais, quanto no uso de micro-organismos como armas biológicas. Por exemplo, em 1994, nos EUA, dados filogenéticos foram utilizados para solucionar um caso de transmissão de HIV intencional. O mesmo ocorreu em 2007, na Espanha, para auxiliar na elucidação de um caso de transmissão intencional por hepatite C em um hospital (adicionar exemplos foi uma boa sacada). No entanto, para evitar falsas interpretações é necessário (essa palavra apela um pouco para o pathos, mesma ideia da palavra importante) conhecer como resultados filogenéticos são obtidos e interpretados. Esses dados são gerados a partir de modelos, premissas e uma amostra. Muitas vezes, mais de um resultado possível é obtido ou, em outras, é possível acessar apenas a probabilidade daquele resultado estar correto (tente usar apenas um verbo por sentença, e a sentença ficou um pouco longa). Sendo assim, tais informações não podem (pathos novamente) ser consideradas provas absolutas de um crime, mas sim como uma ferramenta para auxiliar nas evidências (essa sentença poderia ser: Sendo assim, tais informações são uma ferramenta de auxílio nas evidências, e não uma prova concreta do crime).

Dia 3 (11/03)

Dados moleculares podem ser usados em reconstruções filogenéticas. Tanto proteínas, quanto ácidos nucleicos tem sido usados para recontar a história evolutiva dos seres vivos. Assim, a sequência de um ou mais genes ou proteínas presentes em diferentes organismos são comparadas, visando inferir o quão diferente eles são. Essa abordagem apresenta vantagens e desvantagens, quando comparada com construções a partir de dados morfológicos. Uma possível vantagem é relativa ao baixo número de estados de caractere possíveis. Um número pequeno e bem definido de estados pode auxiliar na modelagem matemática das mudanças de estado e a diminuir resultados ambíguos. Assim, considerando o DNA, temos apenas 5 estados: A, T, C, G e Indel. Já caracteres morfológicos podem apresentar múltiplos estados ou serem difíceis de serem diferenciados. Por outro lado, questões financeiras e metodológicas podem representar desafios para a filogenia molecular. Apesar da diminuição de custo, o sequenciamento de grandes genomas ainda requer considerável investimento financeiro. Além disso, esse tipo de abordagem costuma gerar uma grande quantidade de informação, dificultando o processo de análise. Sendo assim, avanços na área molecular poderão auxiliar no desenvolvimento de análises filogenéticas.

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