Edgar Blois Crispino

Ensaios


Ensaio 01 - 19/02

Mesmo após a publicação e melhoramento da árvore da vida por caracteres genéticos, a ideia dos 5 Reinos ainda vigora no meio científico e social. A Biologia, antes referida como História Natural e agora elevada a Ciências Biológicas, mudou a forma de como analisa a diversidade das forma de vida: antes, de forma morfológica e níveis de organização, através de debates e postulados das grandes autoridades do assunto; hoje, de forma padronizada, com enfoque em caracteres genéticos, proteínas e modelagens para tentar se chegar a várias respostas similares igualmente válidas para a mesma pergunta. Apesar dessas mudanças, tanto o meio acadêmico quanto o social se mostram resistentes a compreender e aceitar a nova realidade. Afinal, para muitos, é incômoda a ideia de que o ser humano e os 5 Reinos sejam apenas uma pequena parcela de uma diversidade muito maior. E que essa diversidade ainda renegada e pouco estudada seja a verdadeira chave para se compreender os conceitos chaves de Evolução, Genética, e outros grandes tópicos da Biologia.

Correção: Mesmo após a publicação e melhoramento da árvore da vida por caracteres genéticos, a ideia dos 5 Reinos ainda vigora no meio científico e social. A Biologia, antes referida como História Natural e agora elevada a Ciências Biológicas, mudou a forma de como analisa a diversidade das forma de vida: antes, de forma morfológica e níveis de organização, através de debates e postulados das grandes autoridades do assunto; hoje, de forma padronizada, com enfoque em caracteres genéticos, proteínas e modelagens para tentar se chegar a várias respostas similares igualmente válidas para a mesma pergunta. Apesar dessas mudanças, tanto o meio acadêmico quanto o social se mostram resistentes a compreender e aceitar a nova realidade. Afinal, para muitos, é incômoda a ideia de que o ser humano e os 5 Reinos sejam apenas uma pequena parcela de uma diversidade muito maior. E que essa diversidade ainda renegada e pouco estudada seja a verdadeira chave para se compreender os conceitos chaves de Evolução, Genética, e outros grandes tópicos da Biologia.

Comentário: A explicação sobre o antes e depois da Biologia parecem desconexas do tema da primeira oração. Talvez a utilização de uma estrutura de argumento diferente tivesse facilitado esta conexão. As 3 últimas orações não precisavam estar separadas, poderia ser algo mais enxuto. Tomar cuidado com o uso excessivo de adjetivos, conectores e iniciadores de oração (negrito). No geral, o texto tem boa intenção, mas se perde em sua execução.

- Corrigido por Amanda Chiaramonte

Ensaio 02 - 4/03

A construção de árvores filogenéticas é um desafio. Reconstruir com precisão a história evolutiva das diferentes linhagens de seres vivos apresenta várias dificuldades. Como a história evolutiva aconteceu apenas um vez no decorrer de milhões de anos, é impossível replicá-lo. Muitas espécies também foram extintas, levando a perda de informações que poderiam ser usadas para a reconstrução de uma filogenia. A utilização de dados fósseis, morfológicos e principalmente genéticos é usado para a construção de árvores filogenéticas. Esses dados devem ser antes parametrizados para evitar que o método escolhido para analisá-lo resulte em inferências errôneas. Diferentes métodos são utilizados para se obter a árvore que melhor represente a história evolutiva dos seres vivos. Cada método apresenta suas vantagens e desvantagens em questão de tempo de análise, processamento de dados e confiabilidade dos resultados obtidos. Hoje, métodos de Parcimônia, Maximum Likelihood e Bayesiana são os mais utilizados por possibilitarem o uso de parâmetros e restrições que agilizam a obtenção de resultados. Ferramentas como o Bootstrap, a grosso modo, analisam a probabilidade de seus dados resultarem em boas árvores.

Correção: A construção de árvores filogenéticas é um desafio. Reconstruir com precisão a história evolutiva das diferentes linhagens de seres vivos apresenta várias dificuldades. Como a história evolutiva aconteceu apenas um vez no decorrer de milhões de anos, é impossível replicá-lo. além disso Muitas espécies também foram extintas, levando a perda de informações que poderiam ser usadas para a reconstrução de uma filogenia.(1) A utilização de dados fósseis, morfológicos e principalmente genéticos é usado atribuída para a construção de árvores filogenéticas. Esses dados devem ser antes parametrizados(2) para evitar que o método escolhido para analisá-lo resulte em inferências errôneas. Diferentes métodos são utilizados para se obter a árvore que melhor(3) represente a história evolutiva dos seres vivos. Cada método apresenta suas vantagens e desvantagens em questão de tempo de análise, processamento de dados e confiabilidade dos resultados obtidos. Hoje, métodos de Parcimônia, Maximum Likelihood e Bayesiana são os mais utilizados por possibilitarem o uso de parâmetros e restrições que agilizam a obtenção de resultados. Ferramentas como o Bootstrap, a grosso modo, analisam a probabilidade de seus dados resultarem em boas árvores.

Comentários: De modo geral, ocorreram alguns períodos compridos, um exemplo é o período (1). Em (2), por que os dados precisam ser parametrizados? Ou melhor, o que é parametrizar? Parametrização é um jargão e o uso dele pode levar ao ethos. Em (3), o uso de "melhor" é desaconselhável porque leva ao pathos.

Correção por Carolina Tieko

Ensaio 03 - 11/03

Morfologias similares entre espécies distantes causam dúvidas entre cientistas. Até recentemente espécies de seres vivos eram agrupados de acordo com suas morfologias. Essa organização resultou em um agrupamento lógico. O uso da biologia molecular trouxe incertezas a essa forma de agrupamento. Ao analisar o material genético das espécies notou-se que seres morfologicamente parecidos estavam filogeneticamente distantes, e que espécies de morfologia distintas estavam próximas. Os resultados obtidos através dessas análises levantavam mais dúvidas que respostas. Agrupamentos antes considerados "naturais" foram desfeitos. Novos grupos os substituíram baseados agora em dados de similaridade genética e não morfológica. Essa nova forma de agrupamento gerou debates. Para alguns, "desestabilizando" o conhecimento. Alguns pesquisadores se recusaram a utilizá-lo. Outros ainda utilizam de suas influências para dar sobrevida a teorias e pensamentos que se mostram defasados/incorretos mediante os novos resultados genéticos. A impressão final é que muitos consideram que o estudo molecular excluí o morfológico, quando na verdade tornam as dúvidas e respostas obtidas mais intrigantes.

Correção
Morfologias similares entre espécies distantes causam dúvidas entre cientistas [Acho que a frase título não resumiu a ideiado ensaio, faltou comentar sobre os novos dados genéticos, por exemplo]. Até recentemente espécies de seres vivos eram agrupados de acordo com suas morfologias. Essa organização resultou em um agrupamento lógico. O uso da biologia molecular trouxe incertezas a essa forma de agrupamento. Ao analisar o material genético das espécies notou-se que seres morfologicamente parecidos estavam filogeneticamente distantes, e que espécies de morfologia distintas estavam próximas [a frase está um pouco longa, apresenta mais de um verbo]. Os resultados obtidos através dessas análises levantavam mais dúvidas que respostas. Agrupamentos antes considerados "naturais" foram desfeitos [não ficou muito claro o que você quis dizer"naturais"]. Novos grupos os substituíram baseados agora em dados de similaridade genética e não morfológica. Essa nova forma de agrupamento gerou debates. Para alguns, "desestabilizando" o conhecimento. Alguns pesquisadores se recusaram a utilizá-lo. Outros ainda utilizam de suas influências para dar sobrevida a teorias e pensamentos que se mostram defasados/incorretos mediante os novos resultados genéticos [os novos resultados genéticos se sobrepõe aos anteriores morfológicos, então? Não é o que colocou na última frase do ensaio] . A impressão final é que muitos consideram que o estudo molecular excluí o morfológico, quando na verdade tornam as dúvidas e respostas obtidas mais intrigantes [o que você quis dizer com intrigantes? Acho também que poderia usar um termo que não passe uma impressão pessoal, talvez].

Corrigido por Gabriela Santos

Ensaio 04 - 18/03

Hipóteses Chupacabra geram problemas na classificação de novos táxons. Uma hipótese Chupacabra se baseia em poucas evidências favoráveis para consolidar uma teoria. O pesquisador envolvido na teoria ignora dados desfavoráveis e seleciona apenas os que corroboram sua ideia. Essa forma de abordagem é normalmente observada quando novos táxons são descritos. Quando um novo ser vivo é descrito, são conhecidas poucas informações sobre ele. Nesse caso, as poucas informações "inéditas" encontrados nesse táxon justificariam sua classificação como uma nova espécie. Porém, a medida que esse conjunto de novos táxons são estudados, novas informações são obtidas. Essas informações podem corroborar a classificação inicial ou levar a uma nova reclassificação. A espécie pode ser colocada em um gênero já existente, Gêneros podem ser divididos e distribuídos entre Gêneros já existentes (o equivalente vale para Famílias, Grupos, etc). Se o pesquisador envolvido nesse processo selecionar apenas os dados favoráveis a sua teoria, temos uma hipótese Chupacabra. A manutenção de classificações decorrentes desses Chupacabras leva a problemas de inferência filogenética. Por serem táxons ou clados suportados por poucos caracteres, cada análise resultará em uma resposta diferente.

Ensaio 05 - Correção da Prova - 8/04

Segue o parágrafo corrigido (Segundo parágrafo do desenvolvimento):

O segundo ponto se baseia no fato de que estudos moleculares são uma realidade recente. Existem aqueles que defendem que caracteres morfológicos são mais confiáveis que dados moleculares. Seus argumentos se baseiam que a quantidade de dados moleculares disponíveis para comparação em estudos são escassos se comparados aos dados morfológicos. Escassos porque são poucos os organismos que tiveram seu genoma completamente mapeado. Outro ponto se baseia no argumento de que dados moleculares seriam suscetíveis a inferências incorretas, uma vez que mutações em proteínas ou genes ocorrem de forma rápida, “apagando” eventuais pistas sobre a evolução do organismo.

E o parágrafo original, para comparação das mudanças:

O segundo (ponto) se baseia no fato de que estudos moleculares são uma realidade recente. Ainda existem aqueles que acreditam (e defendem) que caracteres morfológicos são mais confiáveis que dados moleculares. Seus argumentos se baseiam que a quantidade de dados moleculares disponíveis para comparação em estudos são escassos se comparados aos dados morfológicos. Escassos porque são poucos os organismos que tiveram seu genoma completamente mapeado. Outro ponto se baseia no argumento de que dados moleculares seriam suscetíveis a inferências incorretas, uma vez que mutações em proteínas ou genes ocorrem de forma rápida, “apagando” eventuais pistas sobre a evolução do organismo. (Além desses argumentos, educadores comumente se vem sem saber como apresentar esse novo paradigma aos alunos. Como explicar para uma sala de aula um conceito ainda repleto de perguntas, incertezas e debates? Como formar um aluno que irá aceitar a resposta “Eu não sei, creio que ninguém sabe, e a resposta talvez ainda demora anos para ser conhecida” de um professor? Alguns creem que esse tipo de situação abalaria a credibilidade de acadêmicos, professores, pois colocaria em “xeque” seu conhecimento e sua autoridade sobre o assunto.) —> Essa última parte do parágrafo carece de fatos para embasá-la, e sua remoção do texto não altera seu desenvolvimento e a conclusão final.

Corrigido por Edgar Blois Crispino

Correção da Stephanie Arcos:

O segundo ponto se baseia no fato de que estudos moleculares são uma realidade recente. Existem aqueles que defendem que caracteres morfológicos são mais confiáveis que dados moleculares (nesse ponto acho que você poderia ter citado algum autor que defenda essa ideia). Seus argumentos se baseiam têm por base que a quantidade de dados moleculares disponíveis para comparação em estudos são escassos se comparados aos dados morfológicos. Escassos porque Essa escassez de dados se deve à pouca quantidade de organismos que tiveram seu genoma completamente mapeado. Outro ponto se baseia no argumento de que dados moleculares seriam suscetíveis a inferências incorretas, uma vez que mutações em proteínas ou genes ocorrem de forma rápida, “apagando” eventuais pistas sobre a evolução do organismo.

Em itálico fiz sugestões de como acho que a frase ficaria melhor articulada.

Ensaio 06 - 15/04

Processos de endossimbiose definem a história dos Eucariontes. Os dois classicamente abordados em escolas e livros são a endossimbiose de uma arqueo-bactéria sendo transformada na mitocôndria e de uma cianobactéria sendo transformada em cloroplastro. Ambos os processos são muito discutidos na escola e na Universidade. Inicialmente foi proposto que o processo de endossimbiose ocorreu apenas uma vez nos dois casos. Estudos mostraram que essa hipótese era aplicável a mitocôndria, mas não ao cloroplastro. Estudos genéticos e de comparação morfológica mostraram que a endossimbiose de organelas fotossintetizantes ocorreu ao menos três vezes na história evolutiva dos eucariontes. Tais descobertas tornam a história evolutiva do grupo mais complexa do que o hipotetisado anteriormente. Essas hipóteses falavam que eventos de endossimbiose só poderiam ter ocorrido uma vez, e após o aparecimento da divisão mitótica. Isso porque a divisão mitótica, processo onde o material genético, organelas e estruturas são duplicadas e distribuídas entre as duas células geradas, é estruturalmente complexo. Os resultados obtidos recentemente apontam que a endossimbiose de organelas fotossintetizantes deve ter ocorrido após os eucariotos primitivos adquirirem a capacidade de fazer mitose. Os dados apontam também que essas células já possuiam mitocôndrias e flagelos quando adquiriram a capacidade de fazer mitose. Portanto, nem todos os resultados obtidos estão em desacordo com as primeiras teorias sobre endossimbiose. Em contraponto a isso, outras organelas como flagelos e até microtúbulos são creditados como potenciais estruturas advindas de processo de endossimbiose. Porém, por esse processos ter ocorrido a bilhões de anos atrás, é quase impossível testar essas hipóteses. A ausência de material genético nos microtúbulos e flagelos torna testar a hipótese de origem endossimbionte muito difícil. Apesar de a história dos processos de endossimbiose não estarem completamente elucidada, pode-se afirmar com certeza que os eucariontes são o produto da união de vários organismos e processos em uma só célula.

Comentários por Rodolfo Pereira Graciotti

Processos de endossimbiose definem a história dos Eucariontes. Os dois (processos) classicamente abordados em escolas e livros são a endossimbiose de uma arqueo-bactéria sendo transformada na mitocôndria e de uma cianobactéria sendo transformada em cloroplast(r)o. Ambos os processos são muito discutidos na escola e na Universidade. (acho irrevelevante para a argumentação) Inicialmente foi proposto que o processo de endossimbiose ocorreu apenas uma vez nos dois casos. Estudos mostraram que essa hipótese era aplicável a mitocôndria, mas não ao cloroplast(r)o. Estudos genéticos e de comparação morfológica mostraram que a endossimbiose de organelas fotossintetizantes ocorreu ao menos três vezes na história evolutiva dos eucariontes. (seria legal uma referência) Tais descobertas tornam a história evolutiva do grupo mais complexa do que o hipoteti(s)zado anteriormente. Essas hipóteses falavam que eventos de endossimbiose só poderiam ter ocorrido (uso de voz passiva) uma vez, e após o aparecimento da divisão mitótica. Isso porque a divisão mitótica, processo onde o material genético, organelas e estruturas são duplicadas e distribuídas entre as duas células geradas, é estruturalmente complexo. Os resultados obtidos recentemente apontam que a endossimbiose de organelas fotossintetizantes deve ter ocorrido após os eucariotos primitivos adquirirem a capacidade de fazer mitose. (aqui também cabe uma referência) Os dados apontam (aqui também referência, quais dados são esses?) também que essas células já possuiam mitocôndrias e flagelos quando adquiriram a capacidade de fazer mitose. Portanto, nem todos os resultados obtidos estão em desacordo com as primeiras teorias sobre endossimbiose. Em contraponto a isso, outras organelas como flagelos e até microtúbulos são creditados como potenciais estruturas advindas de processo de endossimbiose. Porém, por esse processo(s) ter ocorrido a bilhões de anos atrás, é quase impossível testar essas hipóteses. A ausência de material genético nos microtúbulos e flagelos torna testar a hipótese de origem endossimbionte muito difícil. (As duas frases se complementam de forma que a primeira fica muito vaga sem a segunda, valeria mais a pena reestruturar: “Porém, dado o fato de que esses processos ocorrerem há bilhões de anos, e devido à ausência de material genético nos microtúbulos e flagelos, essas hipóteses são difíceis de se testar”) Apesar de a história dos processos de endossimbiose não estar(em) completamente elucidada, pode-se afirmar com certeza (por mais que caiba bem em sua argumentação [me convenceu], muito cuidado com este tipo de afirmação) que os eucariontes são o produto da união de vários organismos e processos em uma só célula.

Achei a sua argumentação boa e bem estruturada. Porém, achei um pouco longo. Acho que você acabou caindo um pouco no extremo oposto: algumas frases muito quebradas ficam desconexas. Ao invés de unir algumas frases e reestruturá-las para não ficarem grandes, você fez muitas frases em sequência que ficaram vagas e/ou desconexas.

Ensaio 07 - 29/04

A dificuldade em coletar e analisar Eucariotos unicelulares gera incertezas sobre sua origem e distribuição. Existe um debate quanto a distribuição de seres microscópicos. Acadêmicos como Finlay defendem que sejam cosmopolitas. Características como tamanho, capacidade de gerar formas de resistência (esporos, cistos, etc.) e taxas de reprodução elevada são as evidências usadas para embasar essa teoria. O fato de um ser microscópico não ser encontrado em uma amostra seria decorrente de um erro amostral ou de triagem. Outro acadêmico, Foisner, discorda dessa teoria. Ele defende a existência de áreas de endemismo para seres microscópicos e rebate as críticas de amostragem feitas por Finlay. O debate ainda está ativo, com pesquisadores obtendo dados para analisar ambas as teorias. Porém a obtenção de dados nessa caso é complicada. Micro-organismos normalmente possuem uma taxa de evolução elevada. Em alguns casos a ausência dados moleculares torna complexa a tarefa de se definir relações filogenéticas entre linhagens ou espécies. Identificar os organismos por sua taxonomia também é uma tarefa complicada. Algumas espécies podem apresentar diferentes fenótipos e apresentar uma genética identica, enquanto outras são morfologicamente idênticas e apresentam genética diferente. A utilização de fósseis para compreender a distribuição do organismos ao longo do tempo nem sempre é possível. Muitos seres unicelulares não possuem estruturas que possibilitem sua fossilização. Dessa forma, sua ocorrência em dado local não é encontrada no registro geológico. Apesar das dificuldades para se obter dados, as pesquisas apontam que ambas as teorias podem estar parcialmente corretas. Os padrões de distribuição vistos na natureza apontam tanto para espécies cosmopolitas quanto espécies endêmicas.

Corrigido por Stephanie Arcos

A dificuldade em coletar e analisar Eucariotos unicelulares gera incertezas sobre sua origem e distribuição. Existe um debate quanto a distribuição de seres microscópicos. Acadêmicos como Finlay defendem que sejam cosmopolitas. Características como tamanho, capacidade de gerar formas de resistência (esporos, cistos, etc.) e taxas de reprodução elevada são as evidências usadas para embasar essa teoria (que teoria? Não foi mencionada nenhuma teoria). O fato de um ser (eu usaria "um organismo" para não repetir/confundir com o verbo que vem logo em seguida) microscópico não ser encontrado em uma amostra seria decorrente de um erro amostral ou de triagem. Outro acadêmico, Foisner, discorda dessa teoria. Ele defende a existência de áreas de endemismo para seres microscópicos e rebate as críticas de amostragem feitas por Finlay. O debate ainda está ativo, com pesquisadores obtendo dados para analisar ambas as teorias. Porém a obtenção de dados nessa caso é complicada. Micro-organismos normalmente possuem uma taxa de evolução elevada. Em alguns casos a ausência de dados moleculares torna complexa a tarefa de se definir relações filogenéticas entre linhagens ou espécies. Identificar os organismos por sua taxonomia também é uma tarefa complicada. Algumas espécies podem apresentar diferentes fenótipos e apresentar porém uma genética idêntica, enquanto outras são podem ser morfologicamente idênticas e apresentarem genética diferentes diferentes composições genéticas (sugestão de escrita para evitar o uso de diferentes tempos verbais na mesma frase). A utilização de fósseis para compreender a distribuição do organismos ao longo do tempo nem sempre é possível. Muitos seres unicelulares não possuem estruturas que possibilitem sua fossilização. Dessa forma, sua ocorrência em dado local não é encontrada no registro geológico. Apesar das dificuldades para se obter dados, as pesquisas apontam que ambas as teorias podem estar parcialmente corretas. Os padrões de distribuição vistos na natureza apontam tanto para espécies cosmopolitas quanto para espécies endêmicas.

Ensaio 08

-Hipótese de organelas serem proto bactérias que sofreram endossimbiose no passado
-Análise filogenética a fim de corroborar origem de organelas celulares
- Perda do material genético dentro das organelas gera dificuldade em analisar a hipótese
- Análise dos genes bacterianos assimilados pelo núcleo a fim de encontrar pistas genéticas
- Corroboração da teoria

Texto voltado para alunos do Ensino Médio: (PRECISA TERMINAR)

Como provar que organelas celulares foram um dia bactérias? A hipótese de que organelas celulares um dia foram bactérias simbióticas em organismos unicelulares primitivos foi proposta pela primeira vez em 1968 (confirmar) por Lynn Sagan. Ambas as organelas teriam origem bacteriana: A mitocôndria de uma alfa Proto-Bactéria e o cloroplastro de uma Ciano-Bactéria. De acordo com sua teoria, a resposta para essa questão estaria no DNA dessa estruturas. Mitocôndrias e Cloroplastros contém DNA, porém em quantidade reduzida. Demorou-se alguns anos para que cientistas percebessem que uma fração importante do DNA estava no núcleo. Parte do material genético das organelas foi absorvida e assimilada pelo núcleo da célula durante milhões de anos. Por isso, procurar a respostas da origem dessas organelas analisando apenas seu DNA era impossível. Análises foram realizadas para identificar que genes presentes no núcleo seriam de origem das organelas.

Ensaio 09

Mitocôndrias eram consideradas indispensáveis para os Eucariotos. A presença dessa organela é usada como caráter para diferenciar Eucariotos unicelulares de bactérias por exemplo. Porém, dentro do filo Excavata existem uma série de organismos Eucarióticos que aparentavam não possuir essa mitocôndrias. Estudos mais aprofundados mostraram, no entanto, que as mitocôndrias nesses organismos haviam sido reduzidas e modificadas a tal ponto que já não exerciam a função comumente observada nos demais Eucariotos. Mas estudos recentes em Monocercomonoides apontaram uma exceção. Os indivíduos analisados desta espécie não possuem qualquer traço de mitocôndria. Nenhum organela reduzida, nem DNA resquicial em seu núcleo. Essa descoberta reacende o debate dado como encerrado de que a presença de Mitocôndrias pode não ser uma característica essencial a todo Eucarioto, e que esse organismo pode ser um modelo do Eucarioto basal. Esses serão os temas abordados no ensaio final da matéria.

Ensaio 10

(à submeter)

Ensaio 11

(à submeter)

Ensaio 12

(à submeter)

Ensaio 13

Um ensaio corrido sobre Eucariontes sem mitocondria. Ainda um rascunho.

Qual o significado de um eucarionte sem mitocôndria? Sabemos hoje as características que separam os eucariontes dos procariontes. Eucariontes possuem um núcleo contendo DNA e organelas, enquanto procariontes possuem o DNA difuso em seu citoplasma e não apresentam nenhum tipo de organela intracelular. Dito isso, conseguimos separar com facilidade seres vivos que seriam de um ou outro grupo. Porém, cientistas se depararam recentemente com um organismo peculiar. Apesar de possuir um núcleo com DNA, ele não possuí nenhum vestígio de mitocôndria. Essa organela era considerada até então como indispensável para todo eucarionte, e que estaria sempre presente, mesmo que modificada. Outros Eucariontes já foram considerados "amitocondriados", mas estudos mais detalhados mostraram que a mitocôndria estava presente nesses animais, reduzida, modificada, e que vestígios de seu DNA podiam ser encontrados no núcleo da célula. Nesse caso, não há nenhum desses indícios. O que isso poderia significar?

O organismo em questão se encontra no supergrupo dos Excavata. Em reconstruções filogenéticas o grupo se mostrou problemático de ser classificado, pois seus representantes são pouco estudados. A falta de informações sobre o grupo torna problemática a tarefa de tentar colocá-los em um ponto específico da árvore da vida. Ainda assim, alguns pesquisadores propuseram que os Excavata poderiam estar na base do ramos dos Eucariotos. A ausência de mitocôndrias encontradas no organismo encontrado reforçariam essa hipótese. Mas o que isso significa?

Se os resultados estiverem corretos, essa seria uma rara oportunidade de se estudar em primeira mão como teriam sido os primeiros Eucariotos, antes dos eventos de endossimbiose das organelas, e compreender melhor uma parte importante e desconhecida da evolução da vida na terra.

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