Gabriella Hsia

Ensaios

Ensaio 1 (19 de Fevereiro de 2016)

A reconstrução filogenética realizada por Sandra Baldauf em 2001 foi feita com base em análises de sequências proteicas e nos apresenta um novo modelo filogenético mais detalhado e preciso, se comparado com a classificação de Whittaker, de 1969. O modelo criado por Whittaker representa um sistema de 5 reinos com base em 3 níveis de organização que se inicia a partir de uma raiz. Essa classificação também transmite uma ideia errônea da existência de uma evolução gradual, do menos evoluído ao mais evoluído. A reconstrução filogenética realizada por Sandra desconstrói a ideia dos 5 reinos e aponta para a existência e importância da diversidade de organismos, muito mais ampla do que a representada por Whittaker. Além disso, essa classificação, diferentemente do modelo de Whittaker, apresenta um maior enfoque nos organismos procariontes e unicelulares, aproximando da realidade, visto que esses organismos são os mais abundantes do nosso planeta. Portanto, apesar da classificação de Whittaker ter sido importante para a história da construção de árvores filogenéticas, reconstruções filogenéticas mais realistas foram sendo formadas ao longo do tempo como o de Sandra Baldauf.

Modificado por Nathália Caldeira

A reconstrução filogenética realizada por Sandra Baldauf em 2001 foi feita com base em análises de sequências proteicas. Essa proposta nos apresenta um novo modelo filogenético, mais detalhado e preciso que o apresentado por Whittaker em 1969. O modelo de Whittaker representa um sistema de 5 reinos, com base em 3 níveis de organização, que se inicia a partir de uma raiz. Essa classificação transmite a ideia errônea da existência de uma evolução gradual, na qual existiriam organismos mais ou menos evoluídos. Na realidade, a teoria da evolução por seleção natural nos ensina que não existem organismos mais ou menos evoluídos, mas sim, mais ou menos adaptados a determinado ambiente. A reconstrução filogenética realizada por Baldauf desconstrói a ideia dos 5 reinos e aponta para a existência e importância da diversidade de espécies de organismos, muito mais ampla do que a representada por Whittaker. Além disso, essa classificação, diferentemente do modelo de Whittaker, apresenta um maior enfoque nos organismos procariontes e unicelulares, aproximando-se mais da realidade, visto que esses organismos são os mais abundantes do nosso planeta. Portanto, apesar da classificação de Whittaker ter sido importante para a história da construção de árvores filogenéticas, reconstruções mais realistas foram sendo formadas ao longo do tempo, como a de Sandra Baldauf.

Comentários

A oração título estava bem comprida, e eu me perdi no meio, por isso acabei dividindo-a. Não havia explicação de por que a ideia de evolução gradual era errônea, e a própria expressão "evolução gradual" ficou ambígua, porque pode ser tanto uma evolução que ocorre selecionando caracteres de forma gradual, como uma evolução que coloca os organismos em graus diferentes. O uso do primeiro nome da cientista responsável pela reconstrução abordada implica em intimidade entre ela e o interlocutor, por isso mudei para o sobrenome (mas isso é só um detalhe). De forma geral, entendi bem o ensaio e gostei da abordagem. Não teve abuso do pathos, e o ethos só apareceu naquela frase que não ficou explicada.

Ensaio 2 (04 de Março de 2016)

A reconstrução histórica tem por objetivo encontrar a árvore filogenética correta e, para isso, são utilizados diversos métodos. Tais como a Heurística, o Neighbour Joining (NJ) e o Maximum Likelihood (ML). Construir uma árvore filogenética pode ser um processo complexo e a heurística é um método que pode facilitar esse trabalho. A heurística utiliza um critério de optimalidade e busca encontrar jeitos de reduzir o espaço de possibilidades. Outra técnica que pode ser usado é o Neighbour Joining (NJ). O NJ baseia-se em uma matriz de distâncias, utilizando o cálculo de distâncias entre os grupos como modelo para construção da árvore. Além disso, existe também o Maximum Likelihood (ML) que consiste em encontrar a melhor possibilidade, de árvore filogenética, diante das probabilidades, combinando o modelo com a história hipotetizada. Dessa forma, empregando-se de métodos como os mencionados, há a redução do número de árvores candidatas. Portanto, realizar uma reconstrução histórica pode ser um trabalho difícil de ser feito, mas quando empregamos métodos como a Heurística, o Neighbour Joining e o Maximum Likelihood, reduzimos o número de possibilidades e alcançamos o objetivo de encontrar a árvore filogenética correta.

Modificado por Clarice Thomaz

A reconstrução histórica tem por objetivo encontrar a árvore filogenética correta
e, para isso, são utilizados diversos métodos. Tais como a Heurística, o Neighbour Joining (NJ) e o Maximum Likelihood (ML). Construir uma árvore filogenética pode ser um processo complexo e a heurística é um método que pode facilitar esse trabalho. A heurística utiliza um critério de optimalidade e busca encontrar jeitos de reduzir o espaço de possibilidades. Outra técnica que pode ser usado é o Neighbour Joining (NJ). O NJ baseia-se em uma matriz de distâncias, utilizando o cálculo de distâncias entre os grupos como modelo para construção da árvore. Além disso, existe também o Maximum Likelihood (ML) que consiste em encontrar a melhor possibilidade, de árvore filogenética, diante das probabilidades, combinando o modelo com a história hipotetizada. Dessa forma, empregando-se de métodos como os mencionados, há a redução do número de árvores candidatas. Portanto, realizar uma reconstrução histórica pode ser um trabalho difícil de ser feito, mas quando empregamos métodos como a Heurística, o Neighbour Joining e o Maximum Likelihood, reduzimos o número de possibilidades e alcançamos o objetivo de encontrar a árvore filogenética correta.

Comentários

Acredito que o objetivo seja encontrar árvore filogenética correta, mas, em geral, as árvores propostas apenas buscam representar a realidade e a depender ainda do estudo que está sendo feito as árvores podem representar hipóteses que não representem a realidade necessariamente. Entendi o que você quis dizer, mas dependendo de quem lê o ensaio, uma ideia enviesada pode ser passada.
Acredito que usar o termo "espaço de possibilidades" seja muito útil para a objetividade do trabalho, mas em nenhum momento ficou claro o que esse espaço significa. Talvez, mais do que explicar o que é um "espaço de possibilidades", seria interessante explicar como o método reduz o espaço e, assim, o significado do termo sairia implícito.
No ensaio não ficou claro porque a reconstrução histórica pode ser um trabalho difícil de ser feito. O contato com a área nos deixa claro que é um trabalho complicado, mas não é óbvio para as pessoas que podem ler seu ensaio.
Eu deixaria claro que a árvore filogenética encontrada pode não ser a árvore correta, mas a que, no momento, mais se encaixa de acordo com nosso modelo, hipótese, objetivo, etc.
Gostei muito do ensaio, achei bem escrito e coerente e esses apontamentos apenas refletem minha opinião leiga e enviesada no assunto "correção de ensaios" :)

Ensaio 3 (11 de Março de 2016)

Dados moleculares estão sendo instrumentos de pesquisa importantes para o estudo da diversidade dos organismos eucariontes. Definir as relações de parentesco entre os eucariotos ainda pode ser considerada uma tarefa complexa, devido à grande diversidade de grupos existentes. No entanto, cada vez mais as pesquisas estão utilizando dados moleculares para auxiliar na classificação desses organismos. Em um estudo molecular realizado por Parfrey (Parfrey et al. 2006) foi levantado a hipótese de que os eucariontes podem ser divididos em 6 grupos. Os quais são: Amoebozoa, Opisthokonta, Excavata, Archaeplastida, Chromalveolata e Rhizaria. Para classificar os organismos eucariontes dessa maneira foram realizados estudos com SSU-rRNA (Pequenas subunidades do RNA ribossômico), PCRs (Reação em Cadeia da Polimerase), sequenciamento de genoma, entre outras técnicas moleculares. Por meio desses estudos, a compreensão da relação filogenética dos eucariontes pôde ser aprofundada e mais compreendida. Por isso, o avanço na pesquisa molecular e os dados obtidos por meio desses estudos são importantes para a melhor compreensão da diversidade dos organismos eucariontes.

Modificado por Nathália Galizio

Comentários
Texto bem estruturado, utilização de ordem direta e sentenças, o que torna fácil de ler e compreender. Oração título boa, com explicação daquilo que será tratado. Conclusão excelente.
Sugestões:
Em um estudo molecular realizado por Parfrey (Parfrey et al. 2006) foi levantado a hipótese de que os eucariontes podem ser divididos em 6 grupos.
A referência, nesse caso, poderia ter sido usada apenas como comprovação do argumento. A maneira como foi colocada parece que a pesquisa de Parfrey é o argumento central da sentença.

Os quais são: Amoebozoa, Opisthokonta, Excavata, Archaeplastida, Chromalveolata e Rhizaria.
Talvez não precisasse usar nova sentença para exposição dos grupos, poderia integrar essa sentença com a anterior. O uso do pronome "os quais" pode não deixar claro a que esse pronome quer se referir.
Sugestão: Os eucariontes podem ser divididos em seis grupos distintos (Parfrey et al, 2016): Amoebozoa, Opisthokonta, Excavata, Archaeplastida, Chromoalveolata e Rhizaria.

Ensaio 4 (18 de Março de 2016)

A determinação de Supergrupos Monofiléticos precisa evitar a abordagem "Chupacabra". A abordagem "Chupacabra" refere-se à determinação e à nomeação de clados com base em poucos e limitados dados. Um exemplo desse tipo de abordagem na classificação de grupos monofiléticos é o caso dos Chromalveolados. Atualmente, muitas classificações consideram como parte dos Chromalveolados os seguintes grupos: Ciliados, Dinoflagelados, Apicomplexa, Cryptomonados, Haptophytas e Stramenophytas. Estudos moleculares e genéticos comprovaram isso, mas apenas quando é considerado os dados moleculares em relação aos plastídeos. Quando são analisados outros aspectos como os genes do núcleo, essa classificação muda. Além disso, ao utilizar a abordagem "Chupacabra" há a criação de falsos positivos. Ou seja, há a falsa impressão de que o resultado gerado é verdadeiro e válido, sendo que na realidade ele não é. Portanto, na hora de classificar grupos como sendo ou não monofiléticos, deve-se evitar a abordagem "Chupacabra".

Ensaio 5 - Parágrafo da Prova 1 redigido (08 de Abril de 2016)

O acesso à informação científica é um direito de todos, tanto da comunidade científica como da população leiga, pois novas descobertas podem ter um grande efeito e impacto na sociedade como um todo. A pesquisa é um instrumento utilizado com o intuito de conhecer e compreender a área estudada. Todo tipo de pesquisa tem o seu valor e ao longo desse texto, foi recordado a importância dos estudos da classificação da diversidade dos eucariontes em super-grupos. Uma classificação que está em constante mudança. Uma vez que com o advento da tecnologia no ramo molecular, foi possível a análise de diversos caracteres presentes nos eucariontes. Com isso, veio também a descoberta de muitos dados novos. E, portanto, a frequente divulgação do conhecimento gerado nas pesquisas é importante, tanto na comunidade científica quanto para a população leiga. Por isso, a pesquisa é um meio bom para obtermos conhecimentos novos de diversas áreas. Ao longo do texto, foi abordado a importância da classificação da diversidade dos eucariontes em super-grupos. Um trabalho desafiante, mas que apresenta um impacto na sociedade.

Modificado por Fernanda Thomaz

O acesso à informação científica é um direito de todos, tanto da comunidade científica como da população leiga, pois novas descobertas podem ter um grande efeito e impacto na sociedade como um todo. (Essa frase ficou um pouco longa, seria mais interessante quebrá-la, principalmente pelo fato dela ser a frase título. Sugiro que a frase título seja: "O acesso à informação científica é um direito de todos") A pesquisa é um instrumento utilizado com o intuito de conhecer e compreender a área estudada. Todo tipo de pesquisa tem o seu valor (Em um texto científico, seria mais interessante explicar o porquê de todo tipo de pesquisa científica ter seu valor, porque o leitor acreditaria nessa sua afirmação?) e ao longo desse texto, foi recordado a importância dos estudos da classificação da diversidade dos eucariontes em super-grupos. Uma classificação que está em constante mudança. Uma vez que com o advento da tecnologia no ramo molecular, foi possível a análise de diversos caracteres presentes nos eucariontes. Com isso, veio também a descoberta de muitos dados novos. E, portanto, a frequente divulgação do conhecimento gerado nas pesquisas é importante (Entendo que você considera a divulgação do conhecimento gerado muito importante, justificando isso com a descoberta de dados novos, porém não achei que ficou claro o suficiente o porque dessa importância, será que o leitor entendeu e se convenceu dessa importância?) tanto na comunidade científica quanto para a população leiga. Por isso, a pesquisa é um meio bom para obtermos conhecimentos novos de diversas áreas. Ao longo do texto, foi abordado a importância da classificação da diversidade dos eucariontes em super-grupos. Um trabalho desafiante, mas que apresenta um impacto na sociedade.

O texto está muito bom, está bem estruturado. Em alguns pontos do texto, havia períodos (mais de um verbo por frase, porém não consegui pensar em sugestões para mudar essas frases)

Ensaio 6 (15 de Abril de 2016)

A endossimbiose é a teoria da origem das células eucariontes. Na era/idade primitiva do planeta Terra os primeiros organismos existentes eram anaeróbicos. Com o surgimento do oxigênio na atmosfera terrestre, grande parte desses organismos veio a morrer. Mesmo assim, alguns organismos prevaleceram como por exemplo, as cianobactérias. As cianobactérias eram endossimbiontes primários que durante o processo de endossimbiose, foram engolfadas por algas verdes, resultando em um organismo eucarionte (não completamente formado, mas primário). No entanto, de acordo com o artigo publicado em 1966 por Lynn Sagan, a endossimbiose é um processo que só vale a pena se há um mecanismo de divisão celular igualitária como a mitose. Para que as células filhas resultantes da divisão celular possuam a característica adquirida pela célula mãe durante a endossimbiose. Portanto, segundo Sagan, a endossimbiose explica a origem das células eucariontes, mas ela precisa estar vinculada a um processo de divisão, a mitose. Para que, dessa forma, os caracteres eucarióticos adquiridos durante a endossimbiose sejam passados para as células filhas e perdurem até os dias de hoje.

Referência: Lynn Sagan et al., 1966 (On the Origin of Mitosing Cells)

Modificado por Gabriela Santos

A endossimbiose é a teoria da origem das células eucariontes. Na era/idade primitiva do planeta Terra os primeiros organismos existentes eram anaeróbicos. Com o surgimento do oxigênio na atmosfera terrestre, grande parte desses organismos veio a morrer (morreu). Mesmo assim, alguns organismos prevaleceram como por exemplo, as cianobactérias. As cianobactérias eram endossimbiontes primários que durante o processo de endossimbiose, foram engolfadas por algas verdes, resultando em um organismo eucarionte (não completamente formado, mas primário) (Período longo,acho que poderia ser dividido). No entanto, de acordo com o artigo publicado em 1966 por Lynn Sagan, a endossimbiose é um processo que só vale a pena se há um mecanismo de divisão celular igualitária como a mitose.(Parece que forçou o ponto,melhor reestruturar o inicio da próxima frase) Para que as células filhas resultantes da divisão celular possuam a característica adquirida pela célula mãe durante a endossimbiose. Portanto, segundo Sagan, a endossimbiose explica a origem das células eucariontes, mas ela precisa estar vinculada a um processo de divisão, a mitose. Para que, dessa forma, os caracteres eucarióticos adquiridos durante a endossimbiose sejam passados para as células filhas e perdurem até os dias de hoje (não retomou a frase título).

Ensaio 7 (29 de Abril de 2016)

O estudo de eras geológicas e de fósseis é de grande utilidade para a compreensão da origem dos eucariontes. Eras Geológicas são definidas como cada uma das grandes divisões do tempo geológico do planeta. 1 E fósseis são definidos como restos ou vestígios de organismos encontrados em rochas em períodos/eras anteriores à que vivemos. 2 Existe uma certa especificidade entre o fóssil e a rocha na qual ele é encontrado. Ao ser identificada, a rocha pode fornecer informações sobre a era geológica em que o fóssil foi encontrado. É dessa maneira que o estudo de fósseis e de eras geológicas está relacionado. Por meio do estudo desses dois conceitos, a origem dos eucariontes pôde ser melhor compreendida. Atualmente, sabe-se que o acritarco, grupo mais antigo de organismos marinhos com organização celular eucariótica 3, foi, provavelmente, o primeiro organismo eucarionte da Terra (surgido há 1,5 bilhões de anos). Além disso, os organismos identificáveis como eucariontes encontrados nos fósseis, podem ser divididos em dois grupos: Stem Groups e Crown Groups. Ambos estão relacionados a organismos identificáveis como eucariontes. No entanto, o primeiro (Stem Groups) não possui afinidade com grupos modernos, ou seja, fazem parte de grupos irmãos extintos. Enquanto o segundo (Crown Groups) possui afinidade com grupos modernos, são grupos diversificados ainda existentes. Portanto, é possível concluir que o estudo da paleontologia, ou seja, de fósseis e de eras geológicas, contribui para a compreensão da origem dos eucariontes.

1 http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/eras-geologicas.htm Acesso: 29/04/2016
2 http://www.igc.usp.br/replicasold/fosseis.htm Acesso: 29/04/2016
3 Montenari, M. et al., 2003

Modificado por Amanda Chiaramonte

O estudo de eras geológicas e de fósseis é de grande utilidade para a compreensão da origem dos eucariontes. Eras Geológicas são definidas como cada uma das grandes divisões do tempo geológico do planeta. 1 E fósseis são definidos como restos ou vestígios de organismos encontrados em rochas em períodos/eras anteriores à que vivemos. 2 Existe uma certa especificidade entre o fóssil e a rocha na qual ele é encontrado. Ao ser identificada, a rocha pode fornecer informações sobre a era geológica em que o fóssil foi encontrado. É dessa maneira que o estudo de fósseis e de eras geológicas está relacionado. Por meio do estudo desses dois conceitos, a origem dos eucariontes pôde ser melhor compreendida. Atualmente, sabe-se que o Acritarco, grupo mais antigo de organismos marinhos com organização celular eucariótica 3, foi, provavelmente, o primeiro organismo eucarionte da Terra (surgido há 1,5 bilhões de anos). Além disso, os organismos identificáveis como eucariontes encontrados nos fósseis, podem ser divididos em dois grupos: Stem Groups e Crown Groups. Ambos estão relacionados a organismos identificáveis como eucariontes. No entanto, o primeiro (Stem Groups) não possui afinidade com grupos modernos, ou seja, fazem parte de grupos irmãos extintos. Enquanto o segundo (Crown Groups) possui afinidade com grupos modernos, são grupos diversificados ainda existentes. Portanto, é possível concluir que o estudo da paleontologia, ou seja, de fósseis e de eras geológicas, contribui para a compreensão da origem dos eucariontes.

1 http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/eras-geologicas.htm Acesso: 29/04/2016
2 http://www.igc.usp.br/replicasold/fosseis.htm Acesso: 29/04/2016
3 Montenari, M. et al., 2003

Correção e comentários: Texto muito bem escrito, gostei muito da forma como alguns conceitos foram introduzidos e como foram tratados no decorrer do texto. Entretanto, talvez fosse legal acrescentar seria exemplos, que podem aproximar mais o público do texto e tomar cuidado com temas são introduzidos, como no caso dos tipos de fósseis. A frase de encerramento poderia ter sido escrita um pouco melhor, menos finalista.
- Correção por Amanda Chiaramonte

Ensaio 8 (06 de Maio de 2016)

Métodos modernos contribuem para o trabalho de enraizamento de árvores filogenéticas. Enraizar uma árvore filogenética significa conectar/ligar grupos a um ancestral comum. Essa tarefa pode ser considerada difícil, pois não só o enraizamento é sempre feito de maneira post-hoc (feita posteriormente) como também pelo de grupo externo (enraizando os grupos utilizando com base no grupo externo). No entanto, atualmente, têm surgido cada vez mais métodos modernos de enraizamento. Exemplos disso são as databases EuBac e AlphaProt. O EuBac tem uma cobertura de 37 genes de origem bacteriana e que são universais nos eucariontes. Enquanto o AlphaProt possui uma cobertura de 39 genes que mantiveram a função mitocondrial e que permitem uma maior amostragem eucariótica. Essas duas databases utilizam informações/dados distintos, mas para uma mesma finalidade, o enraizamento de árvores filogenética. Além disso, demonstram como atualmente existem métodos diversificados e modernos para a realização desse trabalho. Portanto, o enraizamento de árvores filogenéticas pode ser considerada como uma tarefa difícil, mas os métodos modernos que vêm surgindo na atualidade têm contribuído para esse processo.

Modificado por Clarice Thomaz

Métodos modernos contribuem para o trabalho de enraizamento de árvores filogenéticas. Enraizar uma árvore filogenética significa conectar/ligar grupos a um ancestral comum. Essa tarefa pode ser considerada difícil, pois não só o enraizamento é sempre feito de maneira post-hoc (feita posteriormente) como também pelo de grupo externo (enraizando os grupos utilizando com base no grupo externo). No entanto, atualmente, têm surgido cada vez mais métodos modernos de enraizamento. Exemplos disso são as databases EuBac e AlphaProt. O EuBac tem uma cobertura de 37 genes de origem bacteriana e que são universais nos eucariontes. Enquanto o AlphaProt possui uma cobertura de 39 genes que mantiveram a função mitocondrial e que permitem uma maior amostragem eucariótica. Essas duas databases utilizam informações/dados distintos, mas para uma mesma finalidade, o enraizamento de árvores filogenética. Além disso, demonstram como atualmente existem métodos diversificados e modernos para a realização desse trabalho. Portanto, o enraizamento de árvores filogenéticas pode ser considerada como uma tarefa difícil, mas os métodos modernos que vêm surgindo na atualidade têm contribuído para esse processo.

Comentários:

-A frase está boa, mas eu modificaria a frase para: "utilizando como base um grupo externo".
-A frase também é boa, mas eu modificaria para: "para uma mesma finalidade: o enraizamento de árvores filogenéticas".
-Neste ponto, não acho que seja necessário o uso de "como", o sentido fica completo sem essa palavra.
-Novamente, acho que para encurtar a frase, você poderia tirar esse pedacinho. A frase continua com sentido sem ele.
-Seu público alvo são biólogos e isso faz com que uma série de conceitos não precise sem explicada durante seu artigo. Porém, neste ponto, você poderia ter explicado como os métodos contribuem para o processo de enraizamento. Acredito que a finalização do parágrafo estaria mais adequada assim.

Gostei muito do ensaio. Para mim, não houve nenhum erro conceitual ou estrutural. As correções foram sugeridas para deixar o texto mais claro, só isso. Porém, você abriu um tema na frase inicial ("Métodos modernos contribuem para o trabalho de enraizamento de árvores filogenéticas") e desenvolveu as características de alguns desses métodos (mostrando sua abrangência e características), mas ao finalizar o parágrafo (retomando o tema da frase inicial) você não "fecha" o tema, não deixando claro o porquê de serem métodos que contribuem para o trabalho de enraizamento de árvores filogenéticas. Talvez isso tenha acontecido porque você iria abordar isso num outro parágrafo se a proposta fosse um ensaio maior. Mas consegui ler o ensaio e entender o objetivo dele e entender o assunto que você tratou e achei que você seguiu uma sequência interessante para a construção do parágrafo (apresentar o que é enraizamento, expor os problemas do enraizamento e propor novos métodos para solucionar esse problemas).

Ensaio 9 (13 de Maio de 2016)

Proposta para ensaios - Etapa 1

Escolha do Tema

Qual? A contribuição dos fósseis para o entendimento da evolução, em especial, dos eucariontes.

Porquê? Na minha opinião é um assunto bem interessante, uma vez que os fósseis têm um papel crucial para o entendimento da origem da grande diversidade de organismos, inclusive os eucariontes (que será o foco do ensaio). Através dos fósseis, conseguimos compreender melhor a evolução desses organismos. Entender os processos que levaram a fossilização dos organismos, assim como onde elas podem ser encontradas é crucial para entender essa evolução.

Comentário por Nathália Galizio

O tema é muito interessante e, apesar de amplo, acho que você conseguiu focar num aspecto importante e relevante dos fósseis. Lembrar que há muita informação disponível sobre o tema, portanto escolha com cuidado suas referências e tente focar bem no tema!

Ensaio 10 (20 de Maio de 2016)

Proposta para ensaios - Etapa 2

Lista de pontos que serão tratados (argumentos, referências, eventual pesquisa de dados)

Argumentos que serão utilizados na:

Introdução
1) Ferramenta importante para profissionais, especialmente das áreas de Geologia (Paleontologia) e Biologia.
2) Quais são os diferentes tipos de fósseis que podem ser encontrados? Fossilização por impressão (deposição de sedimento sobre o ser vivo) e por mineralização (partes rígidas do ser vivo são preservados).
3) Em quais desses tipos de fósseis podem ser encontrados organismos eucariontes.
4) Focar na importância do estudo de fósseis na evolução de eucariontes.

Desenvolvimento
1) Fósseis já descritos e encontrados de organismos eucariontes.
2) Acritarco e outros fósseis importantes.
3) e 4) Stem Groups X Crown Groups (Semelhanças e Diferenças).

Conclusão
Fechamento do ensaio

Referências bibliográficas a serem utilizadas:
Livros (ex.: Dorival Filho), sites e artigos científicos (ex.: Tomassi & Almeida)

Comentado por Clarice Thomaz

Achei muito legal a maneira como você dividiu os temas a serem tratados (os tópicos). Cada um traz uma questão que pode ser tratada nos parágrafos de maneira suficientemente concisa. Quis dizer com isso que acredito que seus tópicos estejam adequados no "quesito" quantidade de assunto a ser abordado. Acredito que você não terá problemas em iniciar e fechar os parágrafos porque os tópicos tem temas que não são muitos longos por si só, você não precisará dar voltas e voltas pra concluir o pensamento do tópico. Mesmo que mais de um seja tratado no parágrafo, eles são bem objetivos.
Gostei muito da sua introdução e desenvolvimento. Apenas acrescentaria mais exemplos no tópico "Acritarco" - daria outros exemplos de fósseis eucariontes que foram muito importantes para se conhecer ou esclarecer um ponto na história do eucariontes. Quanto à conclusão, eu retomaria a importância dos fósseis para solucionar problemas ou elucidar pontos na história da vida dos eucariontes, dando exemplos dessa elucidação ou mostrando como outras ferramentas modernas + fósseis contribuem para isso (dados moleculares de fósseis, por exemplo).

Ensaio 11 (03 de Junho de 2016)

Proposta para ensaios - Etapa 3

Ordem em que os assuntos serão tratados (organização em parágrafos)

Introdução - 2 Parágrafos

1º Parágrafo: Tópicos 1 e 2 (Abordagem mais geral, introduzir conceitos importantes sobre o tema que vai ser abordado).
2º Parágrafo: Tópicos 2, 3 e 4 (Afunilamento e direcionamento da abordagem geral para o tema central do ensaio).

Desenvolvimento - 3 Parágrafos

1º Parágrafo: Tópico 1 (O que a literatura já tem descrito em relação à fósseis de eucariontes? Citar alguns exemplos).
2º Parágrafo: Tópico 2 (Focar nos Acritarcos e em outros organismos também).
3º Parágrafo: Tópico 3 e 4 (Como os fósseis de eucariontes está dividido? Como isso contribui para o entendimento da origem dos eucariontes?).

Conclusão - 1 Parágrafo

Último Parágrafo: Conclusão, fechamento das ideias.

Ensaio 12 (10 de Junho de 2016)

Proposta para ensaios - Etapa 4

Organização de cada parágrafo em frases

Introdução - 2 Parágrafos

1º Parágrafo: Tópicos 1 e 2

1) Ferramenta importante para profissionais, especialmente das áreas de Geologia (Paleontologia) e Biologia.
2) Quais são os diferentes tipos de fósseis que podem ser encontrados? Fossilização por impressão (deposição de sedimento sobre o ser vivo) e por mineralização (partes rígidas do ser vivo são preservados).

O estudo dos fósseis é uma ferramenta importante utilizada por biólogos e geólogos.

Para os geólogos, o estudo dos fósseis permite uma maior compreensão de vários fenômenos como o movimento dos continentes, a variação climática da Terra, a origem de rochas (por exemplo sedimentares), do paleoambiente e é importante também para a indústria petrolífera.

Para os biólogos, o estudo dos fósseis contribui para um maior entendimento sobre a origem da diversidade de organismos, a origem da vida, o surgimento das diferentes espécies e também para estudos no âmbito evolutivo.

Fósseis são restos ou vestígios de seres vivos que habitaram/existiram na Terra com idade superior a 11 mil anos.

Os restos fósseis são partes de um ser vivo. Podem ser partes de um animal ou de uma planta ou até mesmo restos orgânicos de um organismo que ficou conservado.

Os fósseis vestigiais são evidências da existência do organismo. Podem ser marcas (de folhas, pegadas), moldes e até fezes (coprólitos).

Os fósseis (restos e vestigiais) podem ser divididos, principalmente, em dois grupos, somatofósseis e icnofósseis.

Somatofósseis são restos orgânicos (restos do corpo e de organismos) conservados dos fósseis. É um tipo de fóssil importante ao apresentar registros do passado biológico e geológico de seres que viveram anteriormente na Terra. Além disso, os restos orgânicos conservados nesses fósseis permitem o registro da herança (morfológica e molecular) deixada por esses organismos. Permitindo um maior entendimento da evolução de diversos organismos. Exemplos: carapaças, conchas, carapaças…

Icnofósseis pode ser considerado sinônimo de fósseis vestigiais. São marcas/evidências/vestígios da atividade biológica que apontam para existência de organismos no passado. A análise desse tipo de fóssil permite mensurar as diferentes etapas da evolução dos seres vivos ao longo das eras geológicas. Exemplos: coprólitos (excremento), urólitos (secreções urinárias), pegadas, casca de ovos…

O processo de fossilização é variável, lento e complexo. Dependendo do tipo de fossilização, serão preservadas determinadas partes do organismo.

Os processos de fossilização existentes são: por incrustação, por recristalização, por impressão, por permineralização, por substituição, por carbonificação, mumificação/conservação “total”.

No processo de fossilização, a preservação das partes moles é a tarefa mais difícil devido ao rápido processo de decomposição dessas partes.

2º Parágrafo: Tópicos 2, 3 e 4

2) Quais são os diferentes tipos de fósseis que podem ser encontrados? Fossilização por impressão (deposição de sedimento sobre o ser vivo) e por mineralização (partes rígidas do ser vivo são preservados).
3) Em quais desses tipos de fósseis podem ser encontrados organismos eucariontes.
4) Focar na importância do estudo de fósseis na evolução de eucariontes.

O estudo dos fósseis contribui para a compreensão da evolução dos eucariontes.

Os eucariontes e os procariontes, ambos, são importantes. Porém relacionar o estudo dos fósseis com a evolução de ambos os grupos em apenas um ensaio não seria viável. Portanto, o foco desse ensaio será apenas na contribuição do estudo dos fósseis na evolução dos eucariontes.

Os eucariontes são um dos 3 maiores domínios ou grupos da vida. São organismos, em termos de estrutura celular, mais complexos do que os organismos pertencentes aos outros 2 domínios – Archaea e Bacteria.

Apesar de serem comumente representados por animais e plantas, grande parte da diversidade eucariótica é microbiana. E o registro fósseis dos eucariontes é majoritariamente formado por esses organismos dos grupos microbianos.

Para o estudo da evolução dos eucariontes, são utilizados biomarcadores moleculares e fósseis com as (ou parte das) estruturas morfológicas preservadas. Os biomarcadores moleculares são compostos orgânicos com informações biológicas preservadas em rochas sedimentares. Em muitos casos, o registro fóssil dos eucariontes consiste na sua parede celular e em outras estruturas complexas como membranas e citoesqueleto.

A grande dificuldade nesse tipo de estudo é a falta de fósseis em condições boas o suficiente para o estudo. Além disso, muitas vezes o registro fóssil do organismo só foi encontrado uma única vez.

Desenvolvimento - 3 Parágrafos

1º Parágrafo: Tópico 1

1) Fósseis já descritos e encontrados de organismos eucariontes.

Estudos apontam que a diversificação dos eucariontes tomou rumo durante a Era Neoproterozoica (uma Era dentro do Éon Proterozoico). Provas disso são os dados e resultados obtidos com a análise dos registros fósseis e dos biomarcadores moleculares.

Os biomarcadores moleculares como explicado anteriormente, são compostos orgânicos com informações biológicas preservadas em rochas sedimentares. Eles são específicos e fornecem evidência de grupos de eucariontes que existiram durante o Éon Proterozoico nos oceanos. Por exemplo, o biomarcador Gammacerane é específico para a identificação de ciliados, enquanto o Dinosterane é específico para diniflagelados.

Com a ajuda dessas novas tecnologias e o avanço dos estudos moleculares (com os biomarcadores, por exemplo), muitos fósseis de organismos eucariontes já foram descritos e identificados. Exemplos desses fósseis são: Bangiomorpha pubescens, Paleoarcella athanata, Melicerion poikilon, Paleovaucheria clavata e o Acritarco. A grande maioria deles pertence à Era Neoproterozoica, confirmando que o ápice da diversidade eucariótica se dá nesse período.

2º Parágrafo: Tópico 2

2) Acritarco e outros fósseis importantes.

Um fóssil de um filamento multicelular, Bangiomorpha pubescens, descoberto durante a Era Mesoproterozoica (anterior à Era Neoproterozoica) no Canadá, é um dos mais antigos fósseis que podem ser associados a um super-grupo (representante ancestral das algas vermelhas) dos eucariontes.

Microfósseis com formato semelhante a vasos, conhecidos como VSMs, pertencentes à Era Neoproterozoico são evidências do surgimento de outros 2 super-grupos dos eucariontes, Paleoarcella athanata e Melicerion poikilon.

Paleoarcella athanata pode ser comparado às amebas lobosas (Arcella) membros do super-grupo Amoebozoa. Melicerion poikilon pode ser comparado às atuais “euglyphid amoebae” pertencentes ao super-grupo Rhizaria.

Outro exemplo é o microfóssil filamentar Paleovaucheria clavata (parente distante das algas pardas e membro do grupo dos Chromoalveolados) que representa uma evidência de que os eucariontes começaram a se diversificar a partir do Neoproterozoico.

O Acritarco é um fóssil pertencente ao grupo mais antigo, que se tem conhecimento, de organismos marinhos com organização celular eucariótica. Além disso, o grupo Acritarco também é uma evidência de que essa diversificação começou a se intensificar a partir da Era Neoproterozoica.

3º Parágrafo: Tópico 3 e 4

3) e 4) Stem Groups X Crown Groups (Semelhanças e Diferenças)

Os fósseis de eucariontes podem ser divididos em dois grupos: Stem Groups e Crown Groups. Por definição, Crown Groups são grupos descendentes de um evento grande de cladogênese e são reconhecidos por possuírem sinapomorfias do clado. Já Stem Groups, por definição, são grupos precedentes de um evento grande de cladogênese. São grupos mais difíceis de serem identificados por não possuírem sinapomorfias como os Crown Groups.

Em outras palavras, Stem Groups não têm afinidade com grupos modernos (fazem parte de grupos irmãos extintos). Enquanto Crown Groups possuem afinidade com grupos modernos e são grupos diversificados ainda existentes.

Os registros fósseis apontam que os eucariontes pertencentes ao Stem Group surgiram durante o Éon Arqueano. Enquanto isso, a análise de fósseis bem preservados e dos resultados dos estudos com biomarcadores moleculares, permitiu supor que os eucariontes do Crown Group teriam surgido durante o Éon Proterozoico. Isso explicaria o fato dos fósseis descritos no parágrafo anterior serem descendentes ancestrais de grupos modernos, atuais existentes e terem surgido na Era Neoproterozoica.

Conclusão - 1 Parágrafo

Os fósseis são um instrumento importante para biólogos e geólogos.

Podem ser classificados, principalmente, em somatofósseis e icnofósseis.

O estudo dos fósseis permite uma maior compreensão da origem da diversidade e também da evolução dos eucariontes.

Graças ao avanço da tecnologia, é possível identificar os fósseis e investigar o seu "passado". A tecnologia desenvolveu métodos melhores para encontrar e extrair fósseis, possibilitando uma maior preservação deles. Além disso, com o desenvolvimento de biomarcadores moleculares, também está sendo possível conhecer melhor a "história" dos fósseis encontrados.

Em um estudo feito com diversos fósseis de organismos eucariontes por Porter et al. (2004), permitiu concluir que o ápice da diversificação eucariótica ocorreu durante a Era Neoproterozoica.

E que esses fósseis podem ser considerados como parte do Crown Group, um método de classificação dos fósseis de eucariontes.

Demonstrando que o estudo dos fósseis têm se mostrado efetivo para uma maior compreensão da origem da diversidade dos eucariontes assim como da sua evolução até os dias de hoje.

Ensaio 13 (17 de Junho de 2016)

Proposta para ensaios -Última Etapa

Primeira versão do ensaio final

Introdução - 2 Parágrafos

O estudo dos fósseis é uma ferramenta importante utilizada por biólogos e geólogos.Para os geólogos, o estudo dos fósseis permite uma maior compreensão de vários fenômenos como o movimento dos continentes, a variação climática da Terra, a origem de rochas (por exemplo sedimentares), do paleoambiente e é importante também para a indústria petrolífera. Para os biólogos, o estudo dos fósseis contribui para um maior entendimento sobre a origem da diversidade de organismos, a origem da vida, o surgimento das diferentes espécies e também para estudos no âmbito evolutivo. Os fósseis são restos ou vestígios de seres vivos que habitaram/existiram na Terra com idade superior a 11 mil anos. Os restos fósseis são partes de um ser vivo. Podem ser partes de um animal ou de uma planta ou até mesmo restos orgânicos de um organismo que ficou conservado. Os fósseis vestigiais são evidências da existência do organismo. Podem ser marcas (de folhas, pegadas), moldes e até fezes (coprólitos). Os fósseis (restos e vestigiais) podem ser divididos, principalmente, em dois grupos, somatofósseis e icnofósseis. Somatofósseis são restos orgânicos (restos do corpo e de organismos) conservados dos fósseis. É um tipo de fóssil importante ao apresentar registros do passado biológico e geológico de seres que viveram anteriormente na Terra. Além disso, os restos orgânicos conservados nesses fósseis permitem o registro da herança (morfológica e molecular) deixada por esses organismos. Permitindo um maior entendimento da evolução de diversos organismos. Icnofósseis pode ser considerado sinônimo de fósseis vestigiais. São marcas/evidências/vestígios da atividade biológica que apontam para existência de organismos no passado. A análise desse tipo de fóssil permite mensurar as diferentes etapas da evolução dos seres vivos ao longo das eras geológicas. O processo de fossilização é variável, lento e complexo. Dependendo do tipo de fossilização, serão preservadas determinadas partes do organismo. Os processos de fossilização existentes são: por incrustação, por recristalização, por impressão, por permineralização, por substituição, por carbonificação, mumificação/conservação “total”. Durante esses processos, a preservação das partes moles é a tarefa mais difícil devido ao rápido processo de decomposição dessas partes. As partes duras são as mais comumente preservadas. Existem várias formas de fósseis e processos de fossilização como foi descrito acima, mas não há dúvidas de que o estudo dos fósseis é uma ferramenta importante para biólogos e geólogos.

O estudo dos fósseis contribui para a compreensão da origem e da evolução dos eucariontes.Os eucariontes e os procariontes, ambos, são importantes. Porém relacionar o estudo dos fósseis com a evolução de ambos os grupos em apenas um ensaio não seria viável. Portanto, o foco desse ensaio será apenas na contribuição do estudo dos fósseis na evolução dos eucariontes. Os eucariontes são um dos 3 maiores domínios ou grupos da vida. São organismos, em termos de estrutura celular, mais complexos do que os organismos pertencentes aos outros 2 domínios – Archaea e Bacteria. Apesar de serem comumente representados por animais e plantas, grande parte da diversidade eucariótica é microbiana. E o registro fósseis dos eucariontes é majoritariamente formado por esses organismos dos grupos microbianos. Para o estudo da evolução dos eucariontes, são utilizados biomarcadores moleculares e fósseis com as (ou parte das) estruturas morfológicas preservadas. Os biomarcadores moleculares são compostos orgânicos com informações biológicas preservadas em rochas sedimentares. Em muitos casos, o registro fóssil dos eucariontes consiste na sua parede celular e em outras estruturas complexas como membranas e citoesqueleto. A grande dificuldade nesse tipo de estudo é a falta de fósseis em condições boas o suficiente para o estudo. Além disso, muitas vezes o registro fóssil do organismo só foi encontrado uma única vez. Entretanto, os fósseis têm contribuído bastante para o entendimento da evolução e da origem dos eucariontes, como veremos a seguir.

Desenvolvimento - 3 Parágrafos

Estudos apontam que a diversificação dos eucariontes teve seu ápice durante a Era Neoproterozoica (uma Era dentro do Éon Proterozoico). Provas disso são os dados e resultados obtidos com a análise dos registros fósseis e dos biomarcadores moleculares. Os biomarcadores moleculares como explicado anteriormente, são compostos orgânicos com informações biológicas preservadas em rochas sedimentares. Eles são específicos e fornecem evidência de grupos de eucariontes que existiram durante o Éon Proterozoico nos oceanos. Por exemplo, o biomarcador Gammacerane é específico para a identificação de ciliados, enquanto o Dinosterane é específico para diniflagelados. Com a ajuda dessas novas tecnologias e o avanço dos estudos moleculares (com os biomarcadores, por exemplo), muitos fósseis de organismos eucariontes já foram descritos e identificados. Exemplos desses fósseis são: Bangiomorpha pubescens, Paleoarcella athanata, Melicerion poikilon, Paleovaucheria clavata e o Acritarco. A grande maioria deles pertence à Era Neoproterozoica, confirmando que o ápice da diversidade eucariótica se dá nesse período.

O estudo dos fósseis contribui para um maior entendimento da evolução e origem dos eucariontes. Um fóssil de um filamento multicelular, Bangiomorpha pubescens, descoberto durante a Era Mesoproterozoica (anterior à Era Neoproterozoica) no Canadá, é um dos mais antigos fósseis que podem ser associados a um super-grupo (representante ancestral das algas vermelhas) dos eucariontes. Microfósseis com formato semelhante a vasos, conhecidos como VSMs, pertencentes à Era Neoproterozoico são evidências do surgimento de outros 2 super-grupos dos eucariontes, Paleoarcella athanata e Melicerion poikilon. Paleoarcella athanata pode ser comparado às amebas lobosas (Arcella) membros do super-grupo Amoebozoa. Melicerion poikilon pode ser comparado às atuais “euglyphid amoebae” pertencentes ao super-grupo Rhizaria. Outro exemplo é o microfóssil filamentar Paleovaucheria clavata (parente distante das algas pardas e membro do grupo dos Chromoalveolados) que representa uma evidência de que os eucariontes começaram a se diversificar a partir do Neoproterozoico. O Acritarco é um fóssil pertencente ao grupo mais antigo, que se tem conhecimento, de organismos marinhos com organização celular eucariótica. Além disso, o grupo Acritarco também é uma evidência de que essa diversificação começou a se intensificar a partir da Era Neoproterozoica. Desse modo, observamos que todos os fósseis de eucariontes descritos foram ancestrais de organismos pertencentes a grupos atuais.

Os fósseis de eucariontes podem ser divididos em dois grupos: Stem Groups e Crown Groups. Por definição, Crown Groups são grupos descendentes de um evento grande de cladogênese e são reconhecidos por possuírem sinapomorfias do clado. Já Stem Groups, por definição, são grupos precedentes de um evento grande de cladogênese. São grupos mais difíceis de serem identificados por não possuírem sinapomorfias como os Crown Groups. Em outras palavras, Stem Groups não têm afinidade com grupos modernos (fazem parte de grupos irmãos extintos). Enquanto Crown Groups possuem afinidade com grupos modernos e são grupos diversificados ainda existentes. Os registros fósseis apontam que os eucariontes pertencentes ao Stem Group surgiram durante o Éon Arqueano. Enquanto isso, a análise de fósseis bem preservados e dos resultados dos estudos com biomarcadores moleculares, permitiu supor que os eucariontes do Crown Group teriam surgido durante o Éon Proterozoico. Isso explicaria o fato dos fósseis descritos no parágrafo anterior serem descendentes ancestrais de grupos modernos, atuais existentes e terem surgido na Era Neoproterozoica. Tanto o Stem Group quanto o Crown Group são classificações de organismos eucariontes embora apresentem algumas diferenças. No entanto, é importante ressaltar que durante o ápice da diversificação dos eucariontes durante a Era Neoproterozoica, os fósseis encontrados e descritos estão incluídos dentro do Crown Group e possuem afinidade com grupos modernos.

Conclusão - 1 Parágrafo

Os fósseis são um instrumento importante para biólogos e geólogos. Eles podem ser classificados, principalmente, em somatofósseis e icnofósseis. O estudo dos fósseis permite uma maior compreensão da origem da diversidade e também da evolução dos eucariontes. Graças ao avanço da tecnologia, é possível identificar os fósseis e investigar o seu "passado". A tecnologia desenvolveu métodos melhores para encontrar e extrair fósseis, possibilitando uma maior preservação deles. Além disso, com o desenvolvimento de biomarcadores moleculares, também está sendo possível conhecer melhor a "história" dos fósseis encontrados. Em um estudo feito com diversos fósseis de organismos eucariontes por Porter et al. (2004), permitiu concluir que o ápice da diversificação eucariótica ocorreu durante a Era Neoproterozoica. E que esses fósseis podem ser considerados como parte do Crown Group, um método de classificação dos fósseis de eucariontes. Desse modo, podemos afirmar que o estudo dos fósseis têm se mostrado efetivo para uma maior compreensão da origem da diversidade dos eucariontes assim como da sua evolução até os dias de hoje.

Referências Bibliográficas

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