Ana Sophia

Olá!

Ensaio 1 - 19/02

A Sistemática é o ramo da Ciência que procura estabelecer relações de parentesco entre seres vivos. O que se produz nesse campo não é isento de opinião, pois o fazer científico está imerso na cultura e contexto em que se encontra. Dessa forma, analisando as diferentes árvores filogenéticas propostas ao longo do tempo para explicar a diversidade, pode-se notar a influência do pensamento vigente da época na forma de representar a história evolutiva. A divisão mais comum que encontramos é aquela proposta por Whittaker com a delimitação de 5 reinos (Monera, Protista, Plantae, Fungi e Animalia). Nela estabelece-se uma hierarquia entre os reinos, o que está, por definição, equivocado no contexto da Sistemática. Ainda assim, é a representação mais utilizada em escolas, por exemplo. Numa representação mais apurada, os organismos eucariontes multicelulares -ou seja, o grupo em que nos encontramos- fazem parte de um ramo muito mais reduzido na árvore da vida. Mas isso vai de encontro com a visão antropocentrica. A ideia de que o ser humano tem uma história evolutiva mais complexa do que os demais seres vivos ainda é muito frequente apesar de inadequada conceitualmente. A resistência que se observa em aceitar as filogenias mais recentes tem muito a ver com a mudança de paradigma que está acontecendo, colocando os seres humanos em nível hierárquico mais próximo que os demais seres.

Ensaio 1 - Corrigido por Julia

A Sistemática é o ramo da Ciência que procura estabelecer relações de parentesco entre seres vivos. O que se produz nesse campo não é isento de opinião, pois o fazer científico está imerso na cultura e contexto em que se encontra. Dessa forma, analisando as diferentes árvores filogenéticas propostas ao longo do tempo para explicar a diversidade, pode-se notar a influência do pensamento vigente da época na forma de representar a história evolutiva. A divisão mais comum que encontramos é aquela proposta por Whittaker com a delimitação de 5 reinos (Monera, Protista, Plantae, Fungi e Animalia). Nela estabelece-se uma hierarquia entre os reinos, o que está, por definição, equivocado no contexto da Sistemática. Não tem uma explicação ou referência do porque está errado (ethos) Ainda assim, é a representação mais utilizada em escolas, por exemplo. Numa representação mais apurada, os organismos eucariontes multicelulares -ou seja, o grupo em que nos encontramos- fazem parte de um ramo muito mais reduzido na árvore da vida. Mas isso vai de encontro com a visão antropocentrica. A ideia de que o ser humano tem uma história evolutiva mais complexa do que os demais seres vivos ainda é muito frequente apesar de inadequada conceitualmente. A resistência que se observa em aceitar as filogenias mais recentes tem muito a ver com a mudança de paradigma que está acontecendo, colocando os seres humanos em nível hierárquico mais próximo que os demais seres.

A organização de frases do texto está boa, porém as ideias apresentadas como corretas não tem uma referência ou explicação no texto

Ensaio 2 - 04/03

Árvores filogenéticas são construídas com o auxílio de diferentes métodos sistemáticos. Para isso, diferentes caracteres são comparados entre os terminais, ao final se obtendo mais de uma possibilidade para explicar um evento que, por sua vez, ocorreu apenas uma vez e de maneira única. Os diferentes métodos, portanto, tem como objetivo encontrar a(s) melhor(es) soluções para o contexto da análise. O método de Neigbour-joining (NJ) agrupa terminais mais próximos por uma relação estritamente matemática, contabilizando a distância entre dois terminais pelo número de mudanças que ocorreram entre eles. Ou seja, terminais muito discrepantes entre si são apresentados mais afastados na matriz de distância. Essa análise é bastante rápida e permite comparar com precisão terminais que estejam bastante próximos, uma vez que a probabilidade de mudança entre eles é menor. Suas desvantagens, entretanto, se devem principalmente por poderem fornecer relações de proximidade equivocadas em histórias evolutivas mais antigas: o NJ não quantifica a quantidade de mudanças sofrida por um sítio, apenas se houve mudança ou não. Dessa forma, é importante contar com diferentes métodos de análise para aumentar a precisão das análises sistemáticas.

Comentários:
Boa frase título! O segundo período está meio longo, eu entendi o que você quis dizer, mas talvez fosse bom tenta diminuir o período pra melhorar a relação de pontos finais e verbos. Achei muito bom o texto! Conciso, direto e bem argumentado. Minha única sugestão, talvez seja o que o Lahr falou hoje de tentar especificar o público, porque seu parágrafo tem vários termos específicos, que assumem que a pessoa entenda um pouco de sistemática filogenética. Se o seu público for o graduando em biologia ou biólogos formados, ele está muito bom, mas imagino que um leigo sinta muita dificuldade para compreender o seu parágrafo.

Ensaio 3 - 11/03

No estudo dos processos evolutivos é muito comum o emprego dos termos analogia e homologia. Esses conceitos são abordados já na educação básica e costumam ser apresentados de maneira antagônica. Isso é: a analogia seria a ocorrência de estruturas não relacionadas em origem mas que desempenham funções semelhantes. Já a homologia seriam estruturas de mesma origem desempenhando funções distintas. Um exemplo clássico é o das asas de insetos e morcegos. As duas desempenham o mesmo papel (vôo) mas não estão relacionadas ancestralmente. Essa maneira de explicar a relação entre duas linhagens, entretando, é muito simplista. Estudos evolutivos mais detalhados colocam esses conceitos de maneira complementar. Dessa forma, estruturas que sofreram pressões seletivas distintas e se divergiram ao longo do tempo podem sofrer convergência e voltar a apresentar funções análogas. Ainda assim, deve-se ponderar o grau de proximidade entre as linhagens pois ainda pode ser considerado algum grau de homologia entre elas.

Comentários:
Boa frase título! Achei um pouco complicada sua primeira afirmação "Esses conceitos são abordados já na educação básica e costumam ser apresentados de maneira antagônica." porque esse é um tema que nem todas as escolas abordam. "Essa maneira de explicar a relação entre duas linhagens, entretanto, é muito simplista. Acho que você poderia tentar reduzir esse período ou dividi-lo (mesma questão da relação de verbos e pontos): Dessa forma, estruturas que sofreram pressões seletivas distintas e se divergiram ao longo do tempo podem sofrer convergência e voltar a apresentar funções análogas. Acho que talvez tenha faltado uma conclusão de forma mais clara, porque embora o parágrafo faça sentido e esteja bem articulado, me pareceu que o último período concluía mais o raciocínio do período anterior do que do próprio parágrafo.

Correção da prova - 08/04

A Sistemática é o ramo que procura estabelecer relações de parentesco entre os seres vivos, e para isso se utiliza de árvores filogenéticas. Essa representação gráfica é popularmente conhecida por árvore da vida, e interliga com linhas os organismos ou grupos de organismos aparentados. A cada evento de diferenciação entre eles observamos uma dicotomia (bifurcação), indicando o aparecimento de novos ramos. A diversidade biológica foi por muitos anos representada pela árvore de 1969 de Whitaker (dividindo os 5 reinos Monera, Protista, Plantae, Fungi e Animalia), tanto dentro como fora da academia. Nessa representação não são utilizados os tradicionais conceitos da Sistemática. Para nomear conjuntos de organismos, por exemplo, não são exigidos grupos monofiléticos - isso é, com um ancestral comum direto a todos os terminais envolvidos. A proposta de Whitaker foca em similaridades que não necessariamente expressam adequadamente a história evolutiva, como padrão de nutrição, estabelecendo três níveis de organização (fotossíntese, absorção e ingestão). Uma vez que a divisão se pauta numa hierarquização entre os reinos abre-se margem para interpretação de que essa seria uma visão de mundo antropocêntrica, ilustrando a história evolutiva humana de maneira mais complexa que a dos demais organismos.

Correção da Prova - feita por Julia

A Sistemática é o ramo que procura estabelecer relações de parentesco entre os seres vivos, e para isso se utiliza de árvores filogenéticas eu colocaria direto “por meio de árvores filogenéticas” para tentar eliminar um verbo. Essa representação gráfica é popularmente conhecida por árvore da vida, e interliga com linhas os organismos ou grupos de organismos aparentados. A cada evento de diferenciação entre eles observamos uma dicotomia (bifurcação), indicando o aparecimento de novos ramos. gostei que aqui você explicou o conceito de um jeito rápido A diversidade biológica foi por muitos anos representada pela árvore de 1969 de Whitaker (dividindo os 5 reinos Monera, Protista, Plantae, Fungi e Animalia), tanto dentro como fora da academia. Nessa representação não são utilizados os tradicionais conceitos da Sistemática. Para nomear conjuntos de organismos, por exemplo, não são exigidos grupos monofiléticos - isso é, com um ancestral comum direto a todos os terminais envolvidos. A proposta de Whitaker foca em similaridades que não necessariamente expressam adequadamente a história evolutiva, como padrão de nutrição, estabelecendo três níveis de organização (fotossíntese, absorção e ingestão). Uma vez que a divisão se pauta numa hierarquização entre os reinos abre-se margem para interpretação de que essa seria uma visão de mundo antropocêntrica, ilustrando a história evolutiva humana de maneira mais complexa que a dos demais organismos. Acho que faltou nessa última frase uma referência ou um pouco mais de argumentação

No geral, achei uma introdução bem construída, introduz e explica alguns conceitos.

Ensaio 5 - 15/04

Público-alvo: Estudantes do Ensino Fundamental II

Você já experimentou prender a respiração por alguns minutos? Com certeza você percebeu que não é possível fazer isso por muito tempo, pois precisamos absorver oxigênio disponível no ar para que nosso corpo se mantenha vivo. Mas porque precisamos desse gás e para onde ele vai depois que passa pelos nossos pulmões? Esse processo está relacionado a um outro tipo de respiração que acontece a um nível muito mais reduzido: a respiração celular. Assim que absorvido na corrente sanguínea, o oxigênio é distribuído a todas as células do nosso corpo. São elas a menor unidade de organização do organismo, e dentro delas existem organelas - compartimentos responsáveis por funções próprias e que auxiliam na sua sobrevivência. A mitocôndria é uma dessas organelas. O oxigênio, juntamente com as moléculas que obtemos na nossa alimentação é utilizado pelas mitocôndrias na respiração celular. Esse processo promove a síntese de ATP, a moeda energética das nossas células. Ou seja, o trabalho da mitocôndria é essencial para que tenhamos energia e disposição pra todas as nossas atividades! Ao final, obtém-se água e gás carbônico como produto, tanto que esse outro gás vai para a nossa corrente sanguínea. Seguindo seu caminho, ele é liberado pelos nossos pulmões quando expiramos. Ufa! Mal sabia você que em apenas um suspiro acontecia tanta coisa, não é mesmo?

Ensaio 5 - Comentado por Juliana

Público-alvo: Estudantes do Ensino Fundamental II

Você já experimentou prender a respiração por alguns minutos? Com certeza você percebeu que não é possível fazer isso por muito tempo, pois precisamos absorver oxigênio disponível no ar para que nosso corpo se mantenha vivo. Mas porque precisamos desse gás e para onde ele vai depois que passa pelos nossos pulmões? Esse processo está relacionado a um outro tipo de respiração que acontece a um nível muito mais reduzido: a respiração celular. Assim que absorvido na corrente sanguínea, o oxigênio é distribuído a todas as células do nosso corpo. São elas a menor unidade de organização do (sugestão: “de um”) organismo , (não precisa dessa vírgula) e dentro delas existem organelas - compartimentos responsáveis por funções próprias e que auxiliam na sua sobrevivência. A mitocôndria é uma dessas organelas. O oxigênio, juntamente com as moléculas que obtemos na nossa alimentação é utilizado pelas mitocôndrias na respiração celular. Esse processo promove a síntese de ATP, a moeda energética das nossas células. Ou seja, o trabalho da mitocôndria é essencial para que tenhamos energia e disposição pra todas as nossas atividades! Ao final, obtém-se água e gás carbônico como produtos, tanto que esse outro gás (se isso fosse publicado num veículo um pouco mais formal, como um livro talvez, acho que seria interessante colocar algo do tipo “e este outro gás”) vai para a nossa corrente sanguínea. Seguindo seu caminho, ele é liberado pelos nossos pulmões quando expiramos. Ufa! Mal sabia você que em apenas um suspiro acontecia tanta coisa, não é mesmo?

> Comentários gerais: Curti muito o fato de você ter feito um texto para Ensino Fundamental II! O vocabulário está adequado e não fica cansativo ler sobre o que você escreveu (não ficou aprofundado num ponto que provavelmente um aluno iria parar e desistir no meio do caminho). As perguntas aproximam o leitor do texto, acho isso muito interessante principalmente considerando o seu público alvo. Fiz alguns comentários pequenos no parágrafo, mas achei que seu ensaio teve um desempenho super legal!

Prova 2 - 13/05 - Definição do Tema

Tema geral: Coerência científica em séries de TV
Tema focal: inconsistências do apocalipse zumbi quanto a luz dos conceitos científicos
- apontar incoerências e inconsistências
- discutir a relevância do assunto (porque melhorar a coerência em séries de ficção?)
- listar exemplos na natureza que poderiam ser utilizados como inspiração
- sugerir melhorias aos problemas observados

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