priscila_pazzini

ENSAIO OPCIONAL AULA 1 (02/03/2018)

Categorizamos os seres vivos com a finalidade de compreender melhor o mundo em que vivemos. Contudo, os critérios utilizados para criar tais categorias são subjetivos, dependendo do que o pesquisador considera como mais importante para classificá-los e da tecnologia que dispõe para analisar quais seres possuem relações de parentesco mais próximas entre si. Whittaker propôs a primeira categorização dos seres vivos, organizando-os em 5 reinos e utilizando como critério características puramente morfológicas, uma vez que não havia métodos de análise molecular na época. A arbitrariedade com a qual o critério é escolhido pode fazer com que os seres vivos não sejam classificados da melhor forma possível mas, apesar disso, é preciso compreender que esse critério depende do contexto ao qual o pesquisador está inserido. Sendo assim, não devemos desmerecer hipóteses como a de Whittaker por não classificar os seres vivos corretamente, mas sim aliar esse conhecimento às novas descobertas que as inovações científicas nos permitem fazer para, assim, criar outras árvores filogenéticas que sejam cada vez mais representativas da história evolutiva dos seres vivos.

[Comentário do Juan] Falta uma frase título no início. O tema só é apresentado na segunda, que é um pouco longa. Nessa mesma frase, não está claro a que se refere “classificá-los”. O tema abordado talvez seja grande demais para um único parágrafo, já que as ideias apresentadas envolvem não um, mas três argumentos: que classificações por vezes são subjetivas, que os critérios de classificação afetam a qualidade dos seus resultados, e que classificações ultrapassadas não perderam todo o seu valor. Algo a se manter é o tamanho reduzido das frases, que se limitam a duas ou três orações, no máximo.

ENSAIO AULA 2 (09/03/2018)

Trabalhar com múltiplas hipóteses ao fazer pesquisas científicas ajuda a evitar que a pesquisa seja enviesada. O método de criar hipóteses múltiplas foi proposto por Chamberlin em 1980. Ele acreditava que os cientistas tinham a tendência de "se apaixonar" por sua hipótese favorita e, por isso, acabavam tentando fazer com que as evidências se encaixassem à essa explicação. Em um de seus artigos, Platt afirma que esse método foi responsável por um rápido desenvolvimento da biologia molecular na década de 60. Apesar disso, essa metodologia ainda não é muito utilizada em outras áreas da biologia, como na ecologia e na evolução. Betini et al. escreveram um artigo, publicado em 2017, com alguns motivos pelos quais acreditam que essas áreas não utilizam esse método. Esses motivos são barreiras intelectuais e práticas, como crenças do pesquisador, que podem não concordar com a lógica, a busca por padrões mesmo quando eles não existem, a dificuldade em testar várias hipóteses e em publicar esses trabalhos. Apesar disso, nesse mesmo artigo, eles apresentam algumas formas de superar tais barreiras, assim como exercitar o pensamento criativo, afim de elaborar hipóteses alternativas, e trabalhar com outros cientistas que possuem diferentes perspectivas. Dessa forma, é importante saber que os trabalhos científicos podem ser enviesadas pelos pesquisadores, até mesmo inconscientemente, mas que há formas de evitar isso para que a ciência seja feita da forma mais ética possível.

Comentário Julia: a oração titulo está orientando o conteúdo do texto e a conclusão resume o que foi dito no texto. Acho que o uso de aspas é um pouco inadequado para esses tipo de texto. Tem uma frase muito longa que podia ser divida em frases menores. Também poderia explicar porque esse método foi responsável pelo rápido desenvolvimento da biologia molecular.

ENSAIO AULA 3 (16/03/2018)

A biologia molecular foi responsável por grandes alterações na forma como classificamos os eucariontes. O desenvolvimento de técnicas utilizadas nessa área, permitiram que os pesquisadores fizessem sequenciamento genômico dos organismos estudados. A partir disso, foi descoberto que os eucariontes possuem um genoma quimérico, ou seja, um genoma em que diferentes genes compartilham ascendência comum com linhagens de arqueas e de bactérias. Grande parte das hipóteses sobre a origem das células eucarióticas antecedem essas descobertas possibilitadas pela biologia molecular. Tais hipóteses podem ser divididas em dois grandes grupos: hipóteses que envolvem endossimbiose, as quais defendem que os componentes das células dos eucariotos surgiram a partir de interações com organismos procariotos, e hipóteses autogênicas, as quais defendem que os próprios eucariontes produziram esses componentes celulares. Ainda há muitas coisas que precisamos compreender melhor sobre a origem da célula eucariótica e sobre a diversificação das linhagens de eucariotos. Mas, com as ferramentas que a biologia molecular nos proporciona atualmente, estamos muito mais próximos de elucidar esse mistério.

Comentários Dan:

1. Ainda um pouco amplo, mas está num bom caminho para focar mais.
2. A "biologia molecular" ficou muito misteriosa. Ao invés de entrar nas hipóteses autogenicas e endossimbioticas, seria mais bacana exemplificar a tal biomol.
3. De maneira similar, as "muitas coisas" que precisamos compreender poderiam ter sido exemplificadas para dar melhor fechamento.

ENSAIO AULA 4 (23/03/2018)

A briga por recursos é muito comum no mundo animal. Recurso é definido como algo indivisível, do qual os animais necessitam para sobreviver e/ou acasalar. Os animais decidem se vão ou não se engajar em um combate, visto que brigar demanda um alto gasto energético. Essa decisão é influenciada pelo valor do recurso a ser disputado, ou seja, o quanto esse recurso irá beneficiar o animal, e pela sua disponibilidade. Sendo assim, caso o custo da briga seja maior do que o valor do recurso, não vale a pena para o animal brigar. No início do combate, os animais passam algum tipo de sinalização do seu poder de briga para o adversário. Essa sinalização pode ser uma característica morfológica, como ocorre nos besouros-rinocerontes, em que alguns besouros têm chifres maiores do que os outros, ou pode ser alguma ação que o animal realiza, assim como as aranhas do gênero Nephila, que geram vibrações na teia para transmitir seu poder de briga ao oponente. Também é possível que a sinalização do animal seja um blefe e que ele esteja apenas tentando desmotivar seu rival a brigar pelo recurso. Apesar das brigas por recursos serem frequentes, não é comum que esses confrontos cheguem ao ponto de causar lesões graves. Antes que se machuque gravemente, o animal desiste da briga, uma vez que esses ferimentos podem causar sua morte.

Comentário Daniel Castro (20.04):
Texto muito bem estruturado. Algumas frases poderiam ser divididas em duas e serem reestruturadas de uma forma mais simples. Para facilitar isso, termos como "ou seja", "assim como" e "visto que" podem ser cortados da estrutura do texto. Por fim, o gênero deveria estar escrito em itálico.

ENSAIO AULA 5 (20/04/2018)

Os animais se comunicam através de sinais. Os sinais podem ser transmitidos de diversas formas: podendo ser sinais químicos, ópticos, acústicos, entre outros. Os pavões machos, por exemplo, possuem caudas longas e ornamentadas para atrair as fêmeas, enquanto os sapos emitem sons para atrair suas parceiras. Os animais usam os sinais para se comunicar em diferentes contextos, tanto entre espécies diferentes, como os sinais usados pelas presas para dissuadir seus predadores, quanto dentro da mesma espécie, como os sinais usados para atrair parceiros ou para intimidar rivais. Apesar de existirem vários tipos de sinais, todos eles foram moldados pela seleção natural e exercem a função de transmitir uma informação, alterando, de alguma forma, o comportamento de outro indivíduo.

Unless otherwise stated, the content of this page is licensed under Creative Commons Attribution-ShareAlike 3.0 License