stephanie_sibinelli

//ENSAIO OPCIONAL - 02/03

Considerando a grande diversidade biológica, as classificações refletem uma tentativa de compreender melhor as relações entre os seres vivos. Em 1959, Whittaker propôs um sistema de classificação em Cinco Reinos considerando basicamente o tipo celular, ausência ou presença da multicelularidade e no tipo de nutrição. Ao fazer uma breve análise desta classificação, percebemos que tanto os reinos Monera quanto os dos Protistas estão na base e sua representação é pouco diversa em contraposição aos reinos Plantae, Animalia e Fungi que estão no alto e parecem ser mais diversificados de modo que pareça existir uma hierarquia, marcada pela presença de organismos "menos evoluídos" e "mais evoluídos". Assim, é interessante notar que as classificações podem carregar certa subjetividade, mas um esforço é feito com intuito de torná-las cada vez mais objetivas e próximas da realidade. Um exemplo disso é o fato de que os seres vivos foram por muito tempo separados em categorias de acordo com seus atributos morfológicos funcionais, entretanto, com o passar do tempo, os avanços metodológicos e o surgimento de técnicas de biologia molecular permitiram novas formas de classificações, além da possibilidade de testar as hipóteses filogenéticas.

Comentário do Felipe Simões

O texto busca ser descritivo, e acaba cumprindo isso. Apresenta fatos complexos sem ter que defender opiniões sobre o assunto. Porém, se desenvolve de forma linear, sem que o final tenha muita ligação com a introdução (falta uma conclusão). Notei também alguns termos inadequados, como "…classificações refletem uma tentativa de compreender…" ou "… parecem ser mais diversificados de modo …".

ENSAIO 1 - 09/03

Richard Lewontin e Stephen Jay Gould, autores do texto The spandrels of San Marco and the Panglossian paradigm utilizaram o termo Spandrel para tecer uma crítica ao programa adaptacionista. Spandrel é um termo utilizado na arquitetura para definir o espaço triangular entre um arco que dá suporte a uma cúpula, o teto e a parede. Este espaço existe como consequência da forma da cúpula e do arco, ou seja, o Spandrel não é planejado desde o início. Entretanto, ele é comumente decorado com pinturas e ornamentações. Na analogia dos autores, o Spandrel é uma certa característica fenotípica que surge como consequência da ontogenia e da arquitetura genética e não como resultado direto da seleção natural. Assim, eles criticam o programa adaptacionista que tendia a considerar grande parte dos atributos de um organismo como adaptações. Ou seja, eles tentam romper com a ideia de que a seleção natural seja um mecanismo otimizador ultra-eficiente. Em última instância, defendem que hipóteses alternativas que vão além da seleção natural são importantes e devem ser consideradas.

Comentário:

O texto traz informações diretas e fáceis de se entender, consigo enxergar o tema do assunto, o contexto abordado por ele, mas talvez não tenha ficado muito claro a conclusão final retomando o assunto. No geral, é um texto direto e simples, como orações curtas e precisas. Tenho uma visão positiva do aspecto final.

ENSAIO 2 - 16/03

Mitocôndria

A teoria mitocondrial do envelhecimento propõe que um acúmulo de mutações no DNA mitocondrial durante a vida está associado com o envelhecimento. O complexo de fosforilação oxidativa na mitocôndria produz espécies reativas de oxigênio capazes de causar mutações no DNA. Por sua vez, essas mutações no DNA podem levar ao funcionamento anormal da cadeia respiratória, produzindo mais espécies reativas de oxigênio, e assim por diante. Estudos em modelos animais fizeram knock in no gene da polimerase que atua no DNAmt prejudicando sua atividade autocorretora. Estes estudos são uma forte evidência a favor da teoria mitocondrial do envelhecimento ao passo que os animais com mutações no DNA mitocondrial apresentaram fenótipos associados ao envelhecimento.

Bibliography
Taylor RW, Turnbull DM. MITOCHONDRIAL DNA MUTATIONS IN HUMAN DISEASE. Nature reviews Genetics. 2005;6(5):389-402. doi:10.1038/nrg1606.

Comentário por Mirian

Até "e assim por diante", as frases estão muito bem construídas e se relacionam de maneira construtiva, guiando um pensamento que o leitor consegue acompanhar com clareza. No entanto, parece haver uma quebra de assunto a partir desse ponto, de maneira que há dois temas que não estão tão bem articulados entre si. Poderia ser acrescentada uma frase para fazer a ponte entre os assuntos. Além disso, a ordem da última frase prejudica a leitura, já que inverte a lógica seguida no ensaio. No mais, o tema escolhido está bem explorado, mas refere-se a um público-alvo um tanto quanto estrito que poderia ter sido especificado.

ENSAIO 3 - 23/03

Interações patógeno – hospedeiro

Uma teoria defende que patógenos acidentais apresentam efeitos letais no hospedeiro mais frequentemente. Estes patógenos são diferentes daqueles que compartilham uma história evolutiva com o hospedeiro. Patógenos que co-evoluíram com seus hospedeiros são menos virulentos. Isso acontece pois a morte do hospedeiro resulta na perda do habitat e alimento do patógeno. Então, ser menos letal aumentaria o desempenho e a transmissibilidade do patógeno. Assim, garantindo uma vantagem adaptativa à estes patógenos. Em contrapartida, os patógenos que não infectam um certo hospedeiro habitualmente, não estariam adaptados à ele. E, portanto, costumam apresentar efeitos mais severos nos hospedeiros.

Comentário por Pedro
O texto é bem claro e conciso. Acho que um exemplo ajudaria a reforçar a argumentação, mas ele não é obrigatório. Houve uma repetição um pouco excessiva dos termos "patógeno" e "hospedeiro". Seria interessante buscar por sinônimos para evitar isso.

Ensaio 20/04

A duplicação gênica é uma fonte de variabilidade importante para evolução. Consiste na duplicação de qualquer gene do genoma. Este evento pode ocorrer como resultado da recombinação cromossômica. Retrotransposição também pode levar a uma duplicação gênica. Isto acontece quando um RNA mensageiro é integrado no genoma através de uma transcriptase reversa. O gene duplicado não sofrerá tanta pressão seletiva quanto o gene que lhe deu origem. Esta segunda cópia pode sofrer mutações já que o gene original continuará codificando a proteína. Então, mutações nela não serão deletérias para o organismo. Há uma possibilidade de que a segunda cópia adquira uma nova função, ou seja, codifique para uma proteína funcionalmente/bioquimicamente diferente da original. Este evento é importante já que a variante do gene pode ser fixada por processos evolutivos.

Referência: https://pt.wikipedia.org/wiki/Duplica%C3%A7%C3%A3o_cromoss%C3%B4mica

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